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Torturado por 22 anos em prisão cubana, cristão usou o próprio sangue para escrever suas cartas

Um ex-prisioneiro cubano que foi detido por se opor ao regime comunista de Fidel Castro e usou seu próprio sangue para escrever uma poesia durante a sua detenção que durou 22 anos foi homenageado como o destinatário do ‘Fundo Becket’ para a maior honra da Liberdade Religiosa, em 2016.

Armando Valladares, ex-funcionário do governo cubano que foi preso em 1960 por se recusar a colocar uma placa em sua mesa dizendo “Eu estou com Fidel” manteve sua fé no Senhor, apesar de sofrer por décadas em condições atrozes e torturas durante a sua detenção.

Valladares, de 78 anos de idade, que foi liberto em 1982, graças à intercessão do então presidente francês François Mitterand, sofreu espancamentos implacáveis, sobreviveu a uma série de greves de fome que o deixaram numa cadeira de rodas por anos, passou oito anos nu em confinamento solitário em uma cela infestada por mosquitos, onde guardas jogavam baldes de dejetos humanos em cima dele.

Durante sua prisão, Valladares escreveu cartas e poesias, que sua mulher, Martha, enviava clandestinamente para fora de Cuba, com o objetivo de publicá-las – o que criou um clamor internacional por sua libertação e uma consciência global sobre a perseguição que prisioneiros políticos (e também por motivos religiosos) cubanos sofreram.

Considerando-se que ele geralmente não tem nada que possa usar para escrever, muitas vezes ele usou qualquer coisinha que encontrava para escrever suas cartas e poemas. Valladares muitas vezes reaproveitou papéis de cigarro e até mesmo usou seu próprio sangue como tinta para escrever.

Na quinta-feira, o Fundo Becket anunciou que Valladares será homenageado no próximo mês de Maio com a ‘Medalha de Canterbury’, que é entregue em homenagem os “mais ilustres líderes religiosos e defensores da liberdade religiosa em todo o mundo”.

“Valladares personifica a luta pela liberdade religiosa. Durante os 22 anos que passou em campos de trabalho forçado de Castro, ele se recusou a desistir de sua fé e, de fato, isto tornou-se o fator principal para ajudá-lo a sobreviver”, disse a diretora executiva do Fundo Becket, Kristina Arriaga ao The Christian Post, em um comunicado. “Desde sua libertação, ele tem defendido inúmeros outros que foram privados de seu direito, dado por Deus, de viver de acordo com suas próprias crenças”.

Após a sua libertação, Valladares passou a morar nos Estados Unidos, em 1986 e dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos. Em 1987, o presidente Ronald Reagan nomeou Valladares para servir como embaixador americano na Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

“Estamos ainda sendo um farol para os homens e mulheres que definham em suas celas de prisão por se manterem firmes com suas crenças e por se recusar a violá-las, apesar da intimidação em locais, onde bandidos tirânicos ou fanáticos do Estado Islâmico reinam com terror”, Valladares escreveu em setembro para o ‘New York Post’.

Valladares serviu como embaixador da ONU, de 1988 até 1990. Ele pressionou fortemente a ONU para uma maior atenção das às violações dos direitos humanos em Cuba. Desde o seu tempo na Organização, ele continuou a falar contra as violações do governo contra a liberdade religiosa.

Em seu texto para o ‘New York Post’, Valladares também criticou a falta de cuidados do governo Obama com as ‘Irmãzinhas dos Pobres’ – uma ordem de freiras que está no meio de uma ação judicial contra o mandato contraceptivo do sistema ‘Obamacare’.

Assim como o governo cubano forçou Valladares a ficar na prisão, porque ele não iria assinar um papel de apoio à Revolução de Fidel Castro, as freiras estão sendo avisadas pelo governo Obama que devem devem assinar os papéis de autorização à sua companhia de seguros de saúde para proporcionar métodos / medicamentos contraceptivos e indutores de aborto aos seus empregados – os quais as freiras acreditam que viola suas crenças religiosas.

Se as freiras, que são representadas pelo Fundo Becket, não cumprirem a ordem de contracepção, eles podem ser forçadas a pagar milhões de dólares em multas.

Esperar em Cristo é mais poderoso que ser ‘otimista’, diz Rick Warren

Há uma diferença notável entre otimismo e a esperança que se baseia em Cristo. É o que tem afirmado o pastor e escritor, Rick Warren.

Em uma de suas devocionais recentemente publicadas em seu site oficial, o autor do ‘best-seller’ “Uma Vida com Propósitos” reconheceu que não é fácil lidar com momentos difíceis, mas ressaltou a importância de manter em

“A vida muitas vezes traz coisas que são difíceis de engolir, como uma doença, uma perda de emprego, ou a morte de um amigo ou membro da família. Essas coisas são como ‘pílulas são amargas’ descendo em nossas gargantas, e nós muitas vezes engasgamos com elas”, afirmou.

O pastor então propôs uma reflexão sobre a passagem de Romanos 8:28, que muitas vezes acaba gerando um conceito equivocado por ser, muitas vezes, mal interpretado.

“A Bíblia diz assim: ‘Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito’ (Romanos 8:28 NVI). Esta passagem não está dizendo que todos os acontecimentos de sua vida serão bons. Você e eu sabemos que isso não é verdade. Mas ela diz que quando você colocar toda a sua vida como se fosse em uma linha do tempo, verá cada parte dela trabalha em conjunto para o seu bem”, destacou o pastor.

Para ilustrar melhor sua análise, Rick Warren usou uma explicação um tanto didática e tão cotidiana, como a receita de um bolo.

“É como fazer um bolo. Você pode não gostar do sabor de cada ingrediente separado, mas quando eles se misturam e a receita está pronta, você não resiste ao seu sabor. Deus quer assar um bolo surpreendentemente saboroso com sua vida, e ele quer usar até mesmo os elementos desagradáveis ​​e amargos para fazer isso”, explicou.

“Tenha certeza de que Deus está preparando algo bom para sua vida, mesmo se você não consiga perceber isso. Deus está trabalhando ativamente para extrair coisas boas de tudo o que acontece em sua vida. Para manter a esperança no meio de tempos difíceis, você precisa se agarrar a esta verdade”, acrescentou.

Warren ainda acrescentou que talvez nem mesmo a forma como Deus usa estes momentos “doces e amargos” da vida para resultar em algo bom corresponda às expectativas humanas.

“Deus também não diz que tudo funciona em conjunto ‘exatamente como queremos’ ou que cada história terá um final feliz. A realidade é que nem toda decisão em nossa vida profissional vai render um milhão de dólares. Nem todos os casais ​​viverão felizes para sempre. Nem todas as crianças se tornarão líderes de suas equipa nos times de futebol”, alertou o pastor.

Warren também lembrou que a promessa deste versículo é para “aqueles que amam a Deus”, como a própria passagem já deixa claro.

“Em vez disso, este versículo nos lembra que podemos ter absoluta confiança de que o Mestre, Aquele que desenha tudo no universo faz com que tudo funcione em conjunto para o bem daqueles que amam a Deus. (A propósito, essa promessa é para “aqueles que amam a Deus”, não para pessoas que ainda não conhecem a Deus)”, afirmou.

O pastor aproveitou a reflexão para dissociar a fé do otimismo, assegurando que esperar em Cristo é a melhor escolha.

“Ter esperança em Cristo não é o mesmo que ser otimista. Não é a crença de que algo ruim vai acabar bem. É a confiança absoluta que cada parte de sua vida, em última instância, faz sentido, independentemente de como ele vai resultar neste lado da eternidade”, assegurou. “Do nosso ponto de vista, às vezes a vida parece uma bagunça. Mas Deus vê tudo lá do Céu e Sua visão não é a mesma que a nossa”.

“Seu futuro está nas mãos de Deus – e não há lugar melhor para ele estar”, finalizou.

“Poderíamos ver mais milagres se as igrejas estivessem unidas em oração”, diz pastor

Foi uma noite de solene relembrança e defesa fervorosa dos milhões de cristãos que sofrem por causa de sua fé em todo o mundo.

Eles vieram de diversos países para se reunir em Washington, DC, respondendo ao convite do Rev. Franklin Graham. cerca de 600 cristãos de 130 nações compareceram ao Encontro Mundial em Defesa dos Cristãos Perseguidos.

Alguns foram para compartilhar suas histórias, outros para ouvir e aprender, mas todos estavam dispostos a fazer o que pudessem para ajudar a combater a perseguição religiosa e fortalecer seus irmãos e irmãs até o fim.

O capelão do Senado, Barry Black, abriu o evento com uma oração, pedindo a Deus que desse ao Seu povo sabedoria e fortalecesse os cristãos diante do sofrimento gerado pela intolerância religiosa.

“Pastor do Amor, tu nos enviaste como cordeiros no meio dos lobos, lembrando-nos que neste mundo teremos problemas, além da perseguição; O Senhor nos capacita a ter mentes fortes e corações ternos, fazendo-nos sábios como serpentes e inocentes como pombas”, orou o capelão.

Um silêncio constrangedor se instalou no salão do evento, quando a Sra. Rashin Soodman, cujo pai foi enforcado no Irã por se converter ao cristianismo, tocou um sino memorial sete vezes em memória do mártir.

Graham destacou que a cúpula não era um encontro ecumênico, mas representantes de todos os ramos da fé cristã foram convidados porque todos sofrem da mesma forma.

“Hoje nossos irmãos e irmãs cristãos em todo o mundo enfrentam perseguição e martírio em uma escala sem precedentes”, disse Graham.

Cristão mostra Bíblia destruída após ataque terrorista. (Foto: CBN News)

Contextos diferentes
Ele observou que hoje mais cristãos enfrentam perseguição e opressão que em qualquer outro momento da história e que em muitos lugares isto é motivado por “intensos movimentos anti-cristãos dentro do Islã, Hinduísmo e Budismo”.

Em outras partes do mundo, disse ele, os cristãos são perseguidos em países onde a ilegalidade e a corrupção do governo são desenfreadas ou em nações onde eles são vítimas de conflitos tribais e guerras civis.

Já no ocidente, o evangelista alertou que o perigo é um crescente secularismo: “Os secularistas são especialmente hostis àqueles que se apegam aos padrões morais e espirituais imutáveis ​​de Deus e Sua santa Palavra”.

Ele reconheceu que a igreja cristã sofreu perseguição desde o seu início, descrevendo as provações dos apóstolos Paulo e Pedro, e observou que a Igreja de Cristo foi fundada sobre o maior ato de sofrimento e sacrifício na história.

“Ninguém sofreu mais do que Nosso Senhor Jesus Cristo”, disse ele.

No entanto, Graham advertiu que os cristãos estão sendo mortos a uma taxa tão grande hoje, que este contexto pode ser seguramente chamado de genocídio.

Em um momento emocionante, os parentes de 21 cristãos mártires foram aplaudidos pela multidão. Seus entes queridos foram decapitados em uma praia da Líbia por terroristas do Estado Islâmico em 2015. Graham lembrou como os terroristas gravaram a atrocidade em vídeo e se comprometeram a lutar o mundo cristão e conquistar Roma.

Durante os três dias de evento, Graham exortou a multidão a mostrar solidariedade aos perseguidos, a chamar a atenção para a sua situação, orar pelas autoridades e a aprender uns com os outros, para que possam desenvolver estratégias para vencer a perseguição.

Ele enfatizou que a oração é a chave, recontando a história bíblica de como Pedro foi libertado da prisão depois que a igreja orou.

“Veja, quando as pessoas oram, as cadeias caem. Quando as pessoas oram – portas que foram fechadas, portões que foram trancados – são abertos. Quando as pessoas oram, muitos se libertam. Poderíamos ver muito mais milagres hoje se nossas igrejas estivessem unidas e orando fervorosamente, pela intervenção de Deus em favor de nossos irmãos perseguidos”, afirmou.

Orando pelos perseguidores
Ele também disse que é importante orar pelos que perseguem a Igreja e lembrou que um dos maiores perseguidores, Saulo, se tornou o Apóstolo Paulo, um dos maiores missionários da História.

“Oremos especialmente pelos perseguidores e recordemos que Jesus, mesmo sendo crucificado, olhou para baixo e disse: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, disse.

No final, o evangelista exortou a multidão a comprometer-se novamente, sem reservas, a pregar o evangelho de Jesus Cristo.

“Independentemente das dificuldades, independentemente das barreiras, você e eu somos chamados a proclamar a maior notícia que o mundo já ouviu. A boa nova de que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que crer nEle tenha a vida eterna”, acrescentou

Conversa com Bial: Priscilla Alcantara, Ton Carfi e “Jacinto Manto” mostram a face do jovem evangélico na Globo

Pedro Bial recebeu em seu novo programa na TV Globo os cantores Priscilla Alcantara, Ton Carfi e o youtuber Vinícius Rodrigues, que interpreta o personagem pentecostal Jacinto Manto, além do ateu e professor de sociologia da USP, Ricardo Mariano.

Na conversa, Bial explorou as origens dos três artistas gospel, influência entre jovens evangélicos e termos que fazem parte do cotidiano, montando um glossário sobre “canela de fogo”, “manto” e “cheio de azeite”, por exemplo.

O professor Mariano, convidado a comentar a representatividade dos evangélicos no Brasil, afirmou que o crescimento deste segmento religioso é um fenômeno que está próximo de completar 30 anos, com fôlego para continuar em expansão.

“Os evangélicos somam quase 60 milhões de brasileiros, atualmente. Eles têm o perfil muito jovem, urbano. É uma religião concentrada no meio urbano. Se antigamente no meio pentecostal os espaços legítimos de atuação eram casas, a igreja e o trabalho, nas últimas décadas eles passaram a ocupar todas as mídias: rádio, TV e internet, diversos formatos”, disse.

O tom crítico surgiu ao comentar questões que surgiram desse crescimento como “a política partidária/eleitoral”: “Começaram a vender produtos gospel – inclusive produtos eróticos gospel – e por aí afora”, criticou.

Pedro Bial se apressou em inserir o casamento gay na conversa, e Priscilla Alcantara adotou uma postura defensiva, falando apenas da visão da denominação que frequenta: “Eu sou da Igreja Bola de Neve, e é uma igreja que recebe muitos gays, inclusive eu tenho muitos fãs que são gays”, disse, sem no entanto, ressaltar a visão bíblica sobre a prática homossexual.

“Não são discriminados na igreja?”, insistiu o apresentador. “Óbvio que não. É o lugar onde eles têm que estar, e a gente faz questão de recebê-los. Nos meus shows, nas minhas ministrações, vão muitos. E eu acho que, independente do que seja certo e errado, o amor de Deus precisa ser pregado porque uma coisa que muitas vezes os cristãos esquecem é que a única pessoa que é capaz de convencer alguém, se a pessoa está errada, é o próprio Espírito Santo. Então, o nosso dever é levar o Espírito Santo até essas pessoas, para que por elas [mesmas], sejam convencidas, assim como nós somos, todos os dias”, disse a cantora.

+ Priscilla Alcantara polemiza ao dizer que “não somos pecadores”

A partir da resposta evasiva que recebeu sobre o casamento gay, Bial explorou um tema que envolve hierarquia nas denominações evangélicas, e ressaltou um ponto de vista que, embora peculiar, não é inverídico: “Está na origem protestante, que quando você não está satisfeito com um pastor, vira você pastor e faz a sua igreja”, provocou.

Mariano aproveitou a brecha e, mesmo ateu, demonstrou conhecimento histórico e compreensão do ambiente religioso protestante: “Exatamente. Lutero assegurou que o que salva é a fé. O crente é justificado pela fé. Então, não é o clero que salva, não é a instituição que salva, não são as boas obras, e nem a tradição. A referência central de Lutero é [o apóstolo] Paulo, e ele enfatizava a religião interior”, explicou.

O professor ateu usou a introdução ao assunto para explicar o motivo de existirem tantas denominações diferentes: “Outra coisa que aparece no discurso deles, claramente, é uma relação direta com Deus, sem a mediação institucional, clerical. Muita liberdade em relação à tentativa de controle institucional/pastoral”, frisou.

A conversa entre Bial e Mariano seguiu pelo lado sociológico, e o apresentador perguntou: “A disputa pelas almas, pessoas, pela fé, não se dá mais nas igrejas, é no espaço virtual, não é?”. E a resposta de Mariano foi conceituada em números, apontando para o possível surgimento de um movimento ecumênico entre católicos e evangélicos.

“Com a ocupação midiática feita pelos evangélicos, a partir dos anos 1980, há uma reação católica no Brasil. A Igreja passa a investir mais em televisão, passa a investir mais em outras mídias, sobretudo na internet. E o movimento de renovação católica carismática, que é a versão pentecostal no interior do catolicismo, compartilha músicas gospel. Em alguns países da América Latina, inclusive, há muitas reuniões conjuntas entre carismáticos católicos e pentecostais. No Brasil, isso ainda é muito incipiente”, ponderou.

Também ateu, Bial tentou encontrar um ponto de afinidade entre os dois grupos: “Têm Deus em comum, não é?”. A resposta de Mariano foi, novamente, crítica: “Eles fazem dobradinha também no Congresso Nacional em pautas morais”.

Futuro

“Quanto tempo até os protestantes serem maioria no Brasil? Dá pra dizer?”, questionou o apresentador ao professor de sociologia.

“Não dá para fazer uma estimativa, atualmente. Em 1980, segundo o Censo do IBGE, havia 90% de católicos no Brasil. Em 2010, havia 64%. Os evangélicos eram 6,6% em 1980, e 22,2% em 2010. Os sem-religião quintuplicaram nesse período, foram para 8%, e todos os demais grupos religiosos duplicaram de tamanho, foram para de 2,5% para 5% da população brasileira”, enumerou.

“A última pesquisa feita – e confiável – é do Datafolha, e estimava em 29% a proporção de evangélicos acima de 16 anos no Brasil. Isso significa entre 55 e 60 milhões de brasileiros no momento, porque eu acho [considerando os menores de 16 anos] que está entre 27% e 28% da população brasileira evangélica, no momento”, contextualizou Mariano.

De volta aos evangélicos, o apresentador quis saber “o que o jovem evangélico quer que todo jovem quer?”. Priscilla disse que é “respeito, alegria e dinheiro… brincadeira”. A reação da plateia foi de gargalhada.

“Liberdade está nisso?”, insistiu Bial. “Com certeza”, disseram os convidados.

“Prazer pode, também?”, provocou o apresentador. “A diferença, na verdade, entre um jovem cristão e não-cristão, talvez é a fonte de onde adquire o prazer, a alegria. Um jovem cristão sabe que pode encontrar a maior alegria do mundo num relacionamento com Deus. Então, eu acredito que seja isso”, resumiu Priscilla.

Assista a íntegra do programa:

Pastor diferencia, na prática, muçulmanos de cristãos: “Seguidores de Jesus dão a vida para salvar outras”

O fanatismo religioso leva à insanidade, e consequentemente a atos terroristas. Nesse contexto, o pastor John Piper explicou que a essência do Evangelho diferencia o cristianismo das demais religiões, pois a pregação é de amor ao próximo.

“Vivemos dias em que os atentados suicidas são tão frequentes, que dificilmente causam uma onda nas notícias. O Islã radical ou o Islã jihadista ensina que se você morrer enquanto mata ‘infiéis’, Alá lhe levará ao paraíso e lhe recompensará”, destacou Piper, em um artigo para o Desiring God.

A crença dos terroristas de recompensas na eternidade por aniquilar “infiéis” é o que coloca o islamismo em uma direção diferente do cristianismo. “Jesus nos levou exatamente na direção oposta. Ele morreu por seus inimigos. Ele orou por seus inimigos. Ele disse: ‘Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo Evangelho, a salvará’ (Marcos 8:35)”, lembrou o pastor.

“Que seja dito repetidas vezes, os seguidores de Jesus dão suas vidas para salvar outras pessas, não para matá-las”, acrescentou, antes de mencionar Estevão, um dos primeiros perseguidos da história, em Atos 7:60, frisando que o mártir clamou a Deus para que seus agressores fossem perdoados.

John Piper ainda lembrou do apóstolo Paulo, que não nutria rancor de seus algozes, mesmo diante da morte certa. Sua postura era de pedir a Deus a chance de concluir a missão que havia recebido de Jesus: “Ele não considerava a sua vida preciosa por si só, mas simplesmente queria morrer com a obra concluída”, destacou o pastor.

Concluindo, o veterano líder evangélico sugeriu aos leitores que busquem a real missão do cristão: “Estamos oferecendo ao mundo – aos nossos inimigos – um Evangelho de graça, de salvação e perdão. Nós não queremos ser o instrumento para a destruição de ninguém. Queremos que nossas vidas, surjam ou sejam ceifadas, para conduzir outras pessoas conosco à presença de Deus”.

Fonte: Gospel mais

Pastor faz campanha para construir casa de família carente, na periferia do RJ

Uma organização cristã está fazendo a diferença na periferia de Petrópolis, Rio de Janeiro. Após perceberem que uma família estava em péssimas condições de moradia, eles decidiram colaborar, desde a doação de material, até a construção do novo local. A iniciativa tem mudado a rotina dos alunos e servidores do Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (Ipae), que fica na Região Serrana do Rio.

O trabalho teve início no ano passado e desde então, eles estão dedicando tempo e esforço físico para concluir a construção da casa. A família beneficiada é carente e vive na periferia. Os voluntários estão usando materiais doados por diversas pessoas. Eles se encontram uma vez por semana no bairro Cascatinha para aos poucos finalizar a construção.

A iniciativa começou em 2016, quando a instituição tomou conhecimento da situação em que a família carente estava vivendo. Para que a colaboração fosse mais efetiva, a instituição entrou em contato com outros servidores que decidiram contribuir de alguma forma.

“Ficamos sabendo que estavam vivendo em um barraco divido em três cômodos muito pequenos. Era uma situação de pobreza extrema”, lembra Edimilson Possemoser, pastor, professor e um dos líderes do projeto.

Hora da ação!

Após definirem como fariam a boa ação, eles começaram a aproveitar uma parte vazia do terreno onde a família mora. Os voluntários decidiram arrecadar materiais de construção para começar o processo de construção. Com isso, outros servidores da instituição e fiéis do templo que funciona dentro do ambiente escolar se uniram para fazer uma doação financeira para a missão.

“Nós também tivemos a ajuda de um grupo de pedreiros que está trabalhando na construção de uma igreja em outro bairro. Eles têm dedicado alguns domingos para colaborar com sua força de trabalho no nosso projeto”, disse o pastor.

Nesse momento, os alunos ficaram sabendo do trabalho realizado e quiseram ajudar também. “Os estudantes decidiram doar e colaborar com a construção. Só a turma do oitavo ano, por exemplo, doou 20 sacos de cimento”, pontuou.  O pastor também ressalta o interesse dos discentes em colaborar trabalhando no desenvolvimento do projeto.

“O projeto tem acontecido em alguns domingos. Hoje a dificuldade é levar os alunos até o local porque praticamente todos querem ir. Eles estão bastante empenhados em ajudar”, garantiu. Edimilson ainda disse que a previsão é que a nova casa fique pronta no final de junho. E quando a construção terminar, já existem planos para mobiliar a casa.

Fonte; guia-me

“Prosperidade financeira nem sempre é sinal das bênçãos de Deus”, diz Billy Graham

“Por que Deus abençoa pessoas egoístas e maldosas?”. O questionamento foi recentemente enviado por um leitor ao evangelista Billy Graham (por meio do site oficial da Associação Evangelística do pastor) e respondido pelo líder cristão.

“Algumas das pessoas mais mesquinhas e egoístas que eu conheço tiveram muito sucesso e ganharam muito dinheiro. Como você explica isso? Por que Deus abençoa as pessoas assim, e ainda assim Ele parece ignorar as pessoas boas?”, questionou o leitor.

Buscando responder a essa pergunta, Billy Graham escreveu que o questionamento já foi feito anteriormente, em outros contextos e realmente trata de uma questão complexa para a humanidade compreender.

“Você não é a primeira pessoa a fazer esta pergunta, nem será a última – porque às vezes parece que Deus ‘abençoa pessoas que não merecem’. Há séculos, o profeta Habacuque clamou a Deus, questionando: ‘Por que o Senhor tolera o mal? … Por que está calado enquanto os ímpios engolem os mais justos do que eles?’ (Habacuque 1: 3, 13)”, citou.

“A Bíblia realmente não responde a todas as nossas perguntas sobre os caminhos de Deus; Somente na eternidade nós os entenderemos tudo. Mas a Palavra de Deus nos faz lembrar de três verdades importantes, das quais facilmente esquecemos”, acrescentou.

Enumerando as verdades bíblicas sobre este assunto que não, o evangelista sugeriu um outro ponto de vista sobre a questão.

“Primeiro, ela nos lembra que a prosperidade financeira não é necessariamente um sinal das bênçãos de Deus. Na verdade, algumas das pessoas mais infelizes que conheci ao longo dos anos eram muito ricas e ainda assim suas vidas estavam vazias”, explicou.

“Em segundo lugar, a Bíblia nos lembra que as maiores bênçãos da vida vêm pelo conhecer a Cristo e andar com Ele todos os dias. Uma pessoa pode ser pobre no que diz respeito aos bens deste mundo, mas muito rica se conhecer Cristo. Jesus disse: ‘Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados’ (Mateus 5: 6)”, lembrou.

O pastor finalizou seus conselhos, explicando que as riquezas terrenas podem parecer importantes aos olhos humanos, mas são efêmeras e acabam perdendo seu valor diante da grandeza da vida eterna.

“Finalmente, a Bíblia nos lembra que algum dia todos estaremos diante de Deus. Nesse dia, não será avaliado o tamanho de nossa conta bancária ou a importância de nossos empregos. Só nos será feita uma pergunta: Você colocou sua fé e confiança somente em Cristo para a sua salvação? Não seja invejoso com relação aos bens materiais dos, mas certifique-se de seu compromisso com Cristo”, alertou.

Fonte: guia-me

O arrebatamento não terá contagem regressiva, sugere filha de Billy Graham: “Estejam prontos”

O arrebatamento continua sendo um dos temas que mais causam interesse nos cristãos, e a necessidade de estar sempre pronto para o chamado Grande Dia foi tema de um artigo da escritora e evangelista Anne Graham Lotz, filha do veterano Billy Graham.

A evangelista é uma líder cristã ativa nos Estados Unidos, fundadora de dois ministérios relevantes e pregadora. No artigo publicado pelo portal da Associação Evangelística Billy Grham, ela traça paralelo entre o arrebatamento com uma atividade comum a todas as pessoas.

“A Bíblia ensina que todos os seguidores de Jesus devem planejar e se preparar para uma ‘viagem’. A viagem não será apenas realizada quando formos para o Céu após a nossa morte, mas também é algo muito singular que acontecerá ao final da história da humanidade, como a conhecemos”, comparou.

“Somos ensinados que os crentes da última geração não sofrerão a morte física, mas serão simplesmente levados no que chamamos de ‘arrebatamento’ […] para encontrarmos Jesus e nos reunirmos com os nossos queridos que morreram em Cristo e se foram antes de nós. Esta será a viagem de toda vida – uma viagem que está fora deste mundo”, acrescentou Anne Graham.

Continuando sua analogia, disse que qualquer viagem que fazemos nos toma “tempo, pensamento e energia”, e sugeriu aos cristãos que é preciso a mesma dedicação à vida espiritual, para estar pronto para “sumir de repente, a qualquer momento”.

Em meio a versículos comumente usados para falar sobre o tema, Anne Graham Lotz encorajou os fiéis a praticarem o Evangelho, transbordando amor e transmitindo esperança: “Qual é o serviço que você está realizando para Jesus, como você pode servi-lo ainda mais à medida que o tempo da partida se aproxima?”, questionou.

“Leia 1 Tessalonicenses 4: 16-17. Quando chegar a chamada para partir, você estará pronto? Quais itens da sua lista você gostaria de ter ‘colocado na bagagem’? […] Nós ainda não partimos, então ainda há tempo para aumentar e concluir cada item da lista de verificação. Peça a Deus para te ajudar a se preparar para que você esteja pronto para o arrebatamento”, concluiu.

Ex-usuário de crack abre clínica para viciados: “Só Jesus pode transformar uma vida vazia”

A fé no poder de Deus transformou o funcionário público Altair Araújo de Macedo em um ex-usuário de maconha e crack. Hoje, ele lidera um grupo de apoio no Rio Grande do Norte para pessoas que também querem se libertar do vício em drogas.

Altair revela que sua história nas drogas começou com 10 anos de idade, quando seus pais se separaram. “Fomos morar em Natal, na casa da minha tia, que era nada menos que uma das piores traficantes ali de Cidade Nova”, disse ele em reportagem para o jornal RN TV 1ª Edição, da Globo.

Seguindo o caminho da tia, Altair começou a fumar maconha e se tornou traficante de drogas anos mais tarde. “Eu era conhecido como Altair, o Lampião do Carrasco. Eu gostava de andar com um facão e uma faca de doze, naquela época ninguém tinha um 38. No ano de 1995, vários colegas meus morreram. Depois fui morar ali no bairro da Primavera, e foi quando eu conheci o crack.”

Altair chegou a morar na rua e em casas abandonadas, onde passava dias e noites apenas com um papelão, uma garrafa de água e drogas. Foi em uma dessas casas que ele teve uma overdose por causa do crack. Sua primeira esposa morreu de AVC e os dois filhos se afastaram. “Esse passado acabou com a minha família, que ficou toda desestruturada”, lamenta.

Altair lidera uma casa para dependentes químicos chamada ‘Renascer’. (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Mudança pela fé

Depois de chegar no fundo do poço, Altair conheceu a igreja e superou o vício através da fé em Cristo. Também na igreja, o ex-dependente químico conheceu a atual esposa, Silvina Paulítia, com quem tem uma filha pequena. “Ela pra mim é muito importante, não só como esposa, mas como companheira e amiga”, afirma.

Hoje, ele lidera uma casa de apoio para dependentes químicos chamada ‘Renascer’, montada por ele mesmo.

“Isso aqui é um sonho imenso que Deus realizou e eu não tenho nem como explicar”, Altair afirma. “É muito difícil para nós manter essa porta aberta, precisamos de ajuda das pessoas, mas assim como Deus nos ajuda sempre com um pouquinho daqui, com um pouquinho dacolá, nós vamos mantendo a obra do Senhor aberta”.

Para Franklin, um dos homens que frequentam o grupo, Altair apareceu no momento certo. “Nós sabemos que para sair e nos erguermos nessa vida que estamos levando precisamos de ajuda, porque estávamos realmente fora da sociedade, que olha para nós como lixo”, desabafa.

Diante de seu histórico de vício e superação, Altair se considera um homem abençoado por Deus. “A verdadeira felicidade não está nas drogas, não está no álcool, na prostituição. A verdadeira felicidade está na presença de Deus. Só Jesus pode transformar aquela vida vazia em uma vida alegre e cheia do Espírito Santo”, afirma.