Home / Internacional

Internacional

Como dezenas de pessoas morreram em estrada em meio ao incêndio florestal em Portugal

O incêndio que devasta a região central de Portugal desde sábado (17) provocou a morte de 64 pessoas. Delas, 47 morreram carbonizadas na Estrada Nacional 236 (EN 236-1), que liga Figueiró a Castanheira de Pera. Uma estrada que a mídia portuguesa já apelidou de “estrada da morte”, pois os restos das vítimas foram encontrados num trecho de menos de 500 metros, em volta do cruzamento com outra estrada, a IC 8, que liga Pedrógão Grande com a EN 236-1.

Das 47 vítimas encontradas na EN 236-1, 30 estavam dentro dos seus carros, e 17 fora deles ou à beira da estrada, o que sugere que tentaram fugir das chamas. A maioria das vítimas foi surpreendida pelo fogo e encurralada pelo incêndio quando regressavam a suas casas vindas da Praia Fluvial das Rocas, em Castanheira de Pêra.

Segundo as autoridades portuguesas, muitas das vítimas morreram por inalação de fumaça. Em alguns casos, tratava-se de famílias inteiras. Dezenas de carros foram encontrados na estrada, carbonizados.

“Quando cheguei na estrada vi carros carbonizados, dei marcha à ré, mas outros veículos bateram no meu carro. Vi uma pessoa abandonar outro carro com os cabelos e as roupas ardendo”, declarou um dos sobreviventes, Mário Pinhal, ao jornal português “Público”.

 

A mídia portuguesa tem afirmado que a EN 236-1 tinha que ter sido fechada pelas autoridades já no começo da tarde de sábado, quando o incêndio começou (por volta das 14h locais, às 10h no Brasil) mas isso não foi feito. Segundo o diário português “Expresso”, a maioria das vítimas chegou a transitar na EN 236-1 no final da tarde, por volta das 19h, mais de 3 horas depois do começo do fogo.

A estrada era cercada de eucaliptos e pinheiros, e isso, junto com os fortes ventos, pode ter ajudado a propagação tão rápida das chamas.

“Vim sempre prestando atenção para ver se tinha algum vestígio de fumaça, chamas, etc… mas não havia rigorosamente nada. Isto foi uma coisa tão instantânea que apanhou todos de surpresa, e essa foi a razão pela qual as pessoas morreram dessa forma que foi”, explicou para a RTP Adamastor Santos, um dos sobreviventes que estava próximo do local no momento do incêndio.

Segundo um relato publicado pelo “Público”, uma mãe tentou fugir com os dois filhos, de 4 e 6 anos, da casa cercada pelas chamas, em Vila Facaia. O carro em que tentavam escapar acabou encurralado pelas chamas e morreram todos. O pai ficou perto de casa e sobreviveu.

Duas famílias tentaram escapar das chamas que cercavam a sua aldeia, Pobrais. Oito pessoas dividiram-se em dois carros, mas acabaram sendo engolidas pelo incêndio apenas um quilômetro mais à frente. Morreram todos.

Entrevistado pela TVI, um dos habitantes de Pobrais contou que as chamas “avançaram rapidamente” e todos temeram pelo pior. Muitos só sobreviveram porque decidiram refugiar-se em uma área já queimada da floresta. “Há pessoas que chegaram dizendo que não queriam morrer em suas casas, cercadas pelas chamas”, explicou o morador Ricardo Tristão.

Segundo o secretário de Estado Jorge Gomes, entrevistado pelo “Expresso” o incêndio, então com quatro frentes ativas, propagou-se “de forma que não tem explicação nenhuma”.

Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, afirmou que “quando as pessoas entram nessas estradas, o incêndio pode até estar a quilômetros de distância, mas pode acabar atingindo os carros. São coisas imprevisíveis. [As pessoas] Foram surpreendidas pela fumaça e pelos ventos que sopravam a 120-125 km/h”.

Outra sobrevivente, Liliana Coelho, declarou que “Por volta das 19h30, ficou de noite. Ouviu-se um barulho como se fosse um furacão, e o vento começou a arrebentar tudo. Foi como um tornado que levava espalhava o fogo em volta”.

António Rosa, de 77 anos, declarou que imediatamente apareceu “uma fumaça negra, negra, negra que a gente queria se mexer mas não era capaz. Estou todo queimado, mas nem senti o fogo chegar em cima de mim”.

Segundo o diretor da Polícia Judiciaria, Almeida Rodrigues, não há indícios de origem criminosa do incêndio. Segundo ele, as chamas foram causadas por uma trovoada seca — quando há raios mesmo sem chuva caindo sobre o solo, devido ao clima seco. “Tudo aponta claramente para causas naturais, inclusive encontramos a árvore que foi atingida por um raio”, declarou Rodrigues.

Um morto e 10 feridos en atentado contra mesquita de Londres

Um homem ao volante de uma van atropelou no domingo à noite de modo intencional os fiéis que saíam de uma mesquita de Londres, uma ação que deixou um morto e 10 feridos.

“A polícia investiga os fatos como um incidente terrorista”, disse a ministra do Interior, Amber Rudd.

O ataque aconteceu na mesquita de Finsbury Park, no bairro de Islington, zona norte de Londres.

O motorista da van, um homem de 48 anos, foi detido pelas pessoas no local, informou a polícia, que elogiou o controle da multidão, dadas as circunstâncias.

“Todas as vítimas são da comunidade muçulmana”, declarou o comandante da unidade de polícia antiterrorista Neil Basu, antes de explicar que o homem de 48 anos atuou sozinho.

Nesta segunda-feira, o atropelador será submetido a exames psiquiátricos.

Uma testemunha, Khalid Amin, afirmou à BBC que o homem gritava: “Quero matar todos os muçulmanos!”.

“Um homem morreu no local do ataque e oito feridos foram levados para três hospitais”, afirmou Basu. Duas pessoas receberam atendimento no local.

A polícia foi alertada sobre o incidente pouco depois da meia-noite.

Basu pediu aos londrinos que mantenham a calma.

“Tem sido um período incrivelmente difícil e os serviços de emergência estão no limite”, disse.

Em apenas três meses, Londres sofreu três atentados e um incêndio gigantesco em um prédio residencial em uma área pobre da cidade que, combinados, deixaram dezenas de mortos e feridos.

A primeira-ministra Theresa May condenou o “incidente terrível” que será investigado pela polícia, segundo ela, como um “potencial ataque terrorista” e convocou uma reunião de emergência.

May afirmou que seus “pensamentos estão com os feridos, seus parentes e as equipes de emergência”.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, muçulmano, denunciou um “ataque terrorista horrível” que apontou “deliberadamente contra londrinos inocentes, muitos deles que acabavam de orar no mês sagrado do Ramadã”.

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, escreveu no Twitter que estava “totalmente chocado” com o atropelamento, que aconteceu na circunscrição pela qual é deputado.

De acordo com várias associações muçulmanas, entre elas o Conselho Muçulmano do Reino Unido (MCB), a organização representativa de muçulmanos britânicos, o incidente aconteceu em frente a uma mesquita.

“Fomos informados de que uma van atropelou fiéis quando eles deixavam a mesquita #FinsburyPark. Nossas orações estão com as vítimas”, escreveu o MCB no Twitter.

Harun Khan, secretário-geral do MCB, disse que a van atropelou de “modo intencional” os fiéis que deixavam preces noturnas na mesquita.

Mohammed Shafiq, que dirige a organização muçulmana Ramadhan Foundation, condenou este “mal-intencionado ataque”, em um comunicado.

“Caso se confirme que se trata de um ataque deliberado, então terá que ser considerado um ato terrorista”, afirmou.

Cage, uma associação muçulmana de defesa dos direitoe humanos, denunciou o “aumento desenfreado da islamofobia” e fez um pedido de “calma”.

No período do Ramadã, os muçulmanos praticantes vão à mesquita depois do Iftar, o final do jejum ao anoitecer, e fazem orações até a meia-noite.

– Quatro atentados em três meses –

A mesquita de Finsbury Park era conhecida, no início dos anos 2000, por ser um lugar de militantes islamitas de Londres, que frequentavam o centro para escutar os incendiários sermões de Abu Hamza. Este pregador egípcio, amputado nos dois antebraços, foi condenado à prisão perpétua em janeiro de 2015 nos Estados Unidos, por 11 acusações vinculadas a uma tomada de reféns e por terrorismo.

A direção da mesquita mudou, mas, desde os atentados em Paris em novembro de 2015, o local recebeu várias cartas de ameaças.

“É horrível ver policiais fazendo massagens cardíacas em pessoas deitadas no chão, querendo desesperadamente salvá-las”, escreveu no Twitter Cynthia Vanzella, uma testemunha.

“Nós vimos muitas pessoas gritando e muitas pessoas feridas”, disse à AFP David Robinson, 41 anos, que chegou logo após o acidente.

“Parece que a mesquita foi o alvo”, acrescentou.

Uma outra testemunha, de 19 anos, que não quis ser identificada, disse ter visto “uma van branca com três homens a bordo”.

O tráfego foi fechado pela polícia na parte da Seven Sisters Road onde o incidente aconteceu.

Um grupo de muçulmanos rezou na rua, perto do local do incidente.

O incidente acontece em um contexto de extremo nervosismo, depois que o Reino Unido foi atingido por quatro atentados em três meses, três deles com veículos jogados contra as pessoas.

No dia 22 de março, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao islã e conhecido da polícia, lançou seu veículo contra vários pedestres na ponte de Westminster, no centro de Londres, antes de assassinar um policial com uma faca em frente ao Parlamento. O ataque terminou com cinco mortos.

Em 22 de maio em Manchester, um atentado suicida, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 22 mortos e uma centena de feridos na saída de um show da cantora americana Ariana Grande. O autor, Salman Abadi, era um britânico de 22 anos de origem libanesa.

Em 3 de junho, três agressores a bordo de uma van atropelaram várias pessoas na London Bridge e depois esfaquearam outras no Borough Market, antes de serem abatidos pela polícia. Oito pessoas morreram no ataque.

Incêndio que atingiu torre em Londres deixa mortos

O grande incêndio que atingiu e destruiu um prédio de 27 andares e 120 apartamentos em Londres, na Inglaterra, na madrugada desta quarta-feira (14), deixou vários mortos e ao menos 50 feridos, informaram os bombeiros.

O número de mortos, no entanto, ainda não foi informado.

“Neste momento, estou muito triste em confirmar que houve uma série de mortes. Não posso confirmar o número neste momento”, disse Dany Cotton, chefe da London Fire Brigade (Brigada de Incêndio de Londres).

O edifício corre risco de colapso, segundo os bombeiros, pois parte da estrutura foi consumida pelas chamas. Esse risco levou a polícia a esvaziar residências vizinhas ao edifício, informam agências de notícias.

Testemunhas relataram so bombeiros que ouviram explosões durante o incêndio e viram paredes caindo.

A polícia, a brigada de bombeiros e os serviços de ambulâncias de Londres seguem no local. Segundo a London Fire Brigade, 40 caminhões e 200 bombeiros foram enviados para combater o incêndio na torre Grenfell, no bairro Lancaster West, subúrbio de Londres.

O fogo atingiu apartamentos do 2º ao 27º andar, informou um oficial dos bombeiros.

Ainda há focos de incêndio no prédio.

200 bombeiros

Ao menos 200 bombeiros de 40 equipes combateram, entre a madrugada e primeiras horas da manhã, um grande incêndio na torre localizada no oeste da cidade.

O incêndio é um dos maiores registrados em Londres. “Nunca vi nada parecido com esse incêndio em 29 anos de trabalho”, disse Dany Cotton, chefe da Brigada de Incêndio de Londres.

Anteriormente, foram confirmados apenas feridos. “Podemos confirmar que levamos 30 feridos a cinco hospitais diferentes”, disse Stuart Crichton, diretor-adjunto de operações do serviço de ambulâncias de Londres. No início da manhã desta quarta, porém, o número de feridos levados subiu para 50, segundo o serviço de ambulâncias.

Testemunhas relataram em redes sociais que pessoas pularam da torre em chamas e que havia gente presa na torre durante o incêndio.

Bombeiros estão inspecionando os locais seguros do prédio, à procura de vítimas e novos focos de incêndio.

Imagens postadas nas redes sociais durante a madrugada mostraram o prédio tomado pelas chamas. Testemunhas relataram em redes sociais que, além de pessoas terem pulado do prédio, ouviram gritos vindos do interior do edifício.

Os bombeiros foram chamados por volta da 1h15 local (21h15 de terça, 13, em Brasília) para apagar o incêndio na torre de apartamentos, construída em 1974.

Não há informações sobre as causas das chamas.

Por volta de 5h, os bombeiros informaram que as chamas estavam controladas, embora fosse possível ver labaredas em alguns andares.

Cinzas se espalharam em um raio de 100 metros do prédio e uma coluna de fumaça tomou conta da região e podia ser vista a quilômetros de distância. Vários quarteirões estão interditados, inclusive uma estação de metrô.

Dezenas de pessoas, moradores ou não do edifício, saíram às ruas, muitos apenas de pijama.

“Bombeiros equipados com aparelhos de respiração trabalharam em condições extremas, realmente muito difíceis, para combater as chamas”, disse o comandante Dan Daly, da London Fire Brigade.

O escritor e ator britânico Tim Downie, que mora na região, relatou cenas de horror à France Presse (AFP). “O prédio foi tomado inteiro pelas chamas. É uma questão de tempo até que desabe”, disse.

“Grande incidente na Grenfell Tower em Kensington. 40 caminhões e 200 bombeiros no local”, tuitou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, na manhã desta quarta.

Fonte: G1

Ataque Terrorismo:Bomba mata 22 pessoas em show de Ariana Grande

A polícia de Manchester informou, na madrugada desta terça-feira (23), que a explosão que matou 22 e feriu 59 na segunda (22), após show da cantora americana Ariana Grande em Manchester, no Reino Unido, foi provocada por um suicida. O homem detonou uma bomba caseira, diz a polícia.

Não há, porém, mais informações sobre o homem-bomba. O agente policial informou que há uma investigação em curso para identificar o responsável pelo ataque e para descobrir se ele agiu sozinho ou como parte de uma rede terrorista.

Hopkins confirmou que o homem morreu na detonação da explosão, mas não explicou se ele está incluindo entre os 22 mortos anunciados.

Crianças entre os mortos

Segundo o chefe de polícia de Manchester, Ian Hopkins, o homem detonou a bomba caseira enquanto milhares – maioria de adolescentes – deixavam a arena onde a cantora havia realizado seu show.

Segundo a polícia local, entre os mortos há crianças, mas esse número ainda não foi divulgado. “Posso confirmar que há crianças entre os mortos”, afirmou Hopkins.

O estrondo foi ouvido por volta das 22h35 (18h35, no horário de Brasília) ao final do show da cantora americana Ariana Grande, que tem um público majoritariamente formado por crianças e adolescentes. Segundo a Manchester Arena, o incidente ocorreu do lado de fora, em um espaço público.

Fontes de inteligência dos Estados Unidos disseram à rede CNN que investigadores identificaram um homem no local como um provável suicida.

Um representante da gravadora de Ariana disse à revista “Variety” que ela está “ok”. Segundo relatos e vídeos publicados em redes sociais, houve correria na saída do show. Ariana disse, mais tarde, que está ‘despedaçada’.

A Manchester Arena é um ginásio usado para shows e eventos esportivos com capacidade para 21 mil pessoas.

A primeira-ministra britânica Theresa May disse que o governo trabalha para esclarecer o caso. “Estamos trabalhando para estabelecer todos os detalhes do que está sendo tratado pela polícia como um atroz ataque terrorista. Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas e as famílias daqueles que foram afetados”, disse May. A premiê deve presidir uma reunião de emergência na manhã desta terça-feira.

A polícia fez uma explosão controlada no jardim da Catedral, também próxima à arena. A rede BBC tinha informado que havia um objeto suspeito, mas a polícia afirmou que eram apenas roupas abandonadas.

A polícia da cidade pediu pelo Twitter que as pessoas ficassem longe da região.

Mulher mata vizinha que estourou a bola de seu filho

A inglesa Kelly Machin, 34 anos, foi morta por estourar a bola de um dos filhos da vizinha

Uma mulher foi assassinada pela vizinha depois de furar uma bola que não parava de cair no seu quintal. Aos 34 anos, Kelly Machin foi morta pela dupla de pai e filha Natalie Bollen, 28, e William Jelly, 48, com cinco costelas fraturadas e um pulmão perfurado.

Machin estourou uma bola que pertencia a um dos quatro filhos de Bollen depois de o objeto cair diversas vezes no seu quintal em Leicester, na Inglaterra. Em seguida ela recebeu uma visita nada amigável da vizinha , que gritava “Eu vou te matar!”.

O que ela não imaginava é que o terror por causa da bola só estava começando. Mais tarde, Bollen e o pai, Jelly, invadiram a casa da vítima e a atacaram, com socos e um empurrão. A briga aconteceu em agosto de 2016.

Duas semanas depois, uma amiga de Machin encontrou o corpo desfalecido na casa da vítima. Deitado no sofá, o cadáver já tinha se deteriorado rapidamente. A causa da morte foi hemorragia interna.

Passados mais de seis meses do ocorrido, nesta sexta-feira (5) pai e filha foram condenados pelo assassinato em um julgamento que durou dez dias. A punição dos culpados será determinada em junho.

“Esse foi um episódio no qual os dois réus estavam bravos e agiram de forma agressiva, intimidadora e violenta, apesar de ninguém ter esperado que isso levaria à morte de Kelly Machin”, disse o juiz Nicholas Dean.

De acordo com o promotor William Harbage, por meses a vítima teve problemas com o comportamento de Bollen e bolas continuavam a cair no seu quintal, apesar de morarem a duas casas de distância.

Durante o julgamento, Bollen alegou que essa não foi a primeira briga entre as duas. Além disso, ela afirmou que a violência foi iniciada pela vítima e ela só revidou para se defender. Essa afirmação foi desmentida pelas evidências.

“Morta e enterrada”

Uma das provas usadas contra os culpados foi uma troca de mensagens entre Bollen e uma amiga. “Fui à casa da minha zinha hoje e espanquei-a, quebrei as costelas dela, por estourar a bola das crianças, risos”, escreveu a acusada. Depois de o corpo ser encontrado, Bollen recebeu uma mensagem escrita “ouvi dizer que o seu pesadelo de vizinha morreu”. “Sim, morta e enterrada, beijos”, respondeu a mulher.

Fonte: Ig

Submarino americano com mísseis guiados chega à Coreia do Sul

O submarino americano com mísseis guiados que foi enviado à Coreia do Sul chegou ao porto de Busan, sudeste do país, nesta terça-feira (25). A chegada do USS Michigan foi confirmada por Seul, de acordo com as agências Associated Press e Efe.

Uma autoridade da Marinha da Coreia do Sul disse que o submarino fez uma parada de rotina para que a tripulação descanse e o veículo seja reabastecido. Ele não deve participar dos exercícios navais conjuntos entre EUA e Japão que ocorrem na região desde o último domingo.

A chegada do submarino coincide com o exercício com fogo real realizado na Coreia do Norte por ocasião do 85º aniversário da fundação de seu exército. Segundo fontes do governo da Coreia do Sul, citadas pela agência de notícias sul-coreana “Yonhap”, o líder norte-coreano Kim Jong-un teria testado artilharia de longo alcance.

Além do submarino, os EUA enviaram à península da Coreia o porta-aviões americano Carl Vinson, em resposta aos contínuos testes balísticos norte-coreanos.

A embarcação e sua frota de ataque se encontram atualmente realizando exercícios conjuntos estratégicos com tropas japonesas no Pacífico e planejam se aproximar da península da Coreia no final desta semana.

Exercício militar na Coreia do Norte

O exercício militar norte-coreano, bem como a comemoração, chegam em um momento de tensão na região por conta dos testes armamentísticos de Pyongyang e o crescente temor que o país asiático realize um novo teste nuclear que aumente a crise com os Estados Unidos.

Fotografias feitas por satélite mostram atividade no centro de testes nucleares de Punggye-ri, na Coreia do Norte, que exibiu há dez dias um grande desfile militar.

Exercícios de EUA e Japão

Dentro dos exercícios navais conjuntos entre EUA e Japão iniciados no domingo, os dois países realizaram nesta terça uma manobra militar que contou com a participação de navios equipados com o sistema antimísseis Aegis, segundo informaram as Forças de Autodefesa do Japão (Exército) em um comunicado.

O navio americano USS Fitzgerald e o navio japonês Chokai tomaram parte no exercício desenvolvido no Mar de Japão e demonstraram sua disposição para responder a possíveis lançamentos de mísseis balísticos norte-coreanos.

As embarcações realizaram uma troca de informações sobre a interceptação de mísseis e de comunicações, detalharam as forças japonesas. O navio dos Estados Unidos está alocado na base naval de Yokosuka, a sudoeste de Tóquio, enquanto que o japonês fica na base de Sasebo, situada em Nagasaki, no sudoeste do arquipélago.

‘Medidas de auto-defesa’

A Coreia do Norte disse na segunda (24) que reforçará suas “medidas nucleares de auto-defesa”, após a ordem de Washington de enviar para a península coreana o porta-aviões Carl Vinson, em resposta ao lançamento de um míssil norte-coreano no início do mês.

As forças armadas da Coreia do Norte “responderão com golpes mortais” e resistirão “qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade”, disse o regime.

‘Todas as opções na mesa’

O presidente americano Donald Trump e vários altos funcionários de sua administração advertiram a Coreia do Norte que “todas as opções estão sobre a mesa” no caso dos programas nuclear e balístico de Pyongyang, incluindo a opção militar.

Trump afirmou na segunda-feira que o Conselho de Segurança da ONU deveria “estar preparado” para impor novas sanções a Pyongyang. A ONU já aprovou seis séries de sanções contra a Coreia do Norte.

China pede cautela

Em um telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira, o presidente da China, Xi Jinping, pediu que todos os lados demonstrem cautela. A China é a única aliada da Coreia do Norte, mas tem expressado revolta com seus programas nuclear e de mísseis e frustração com a beligerância do regime.

Pequim, que vem pedindo a desnuclearização da península coreana, está cada vez mais receosa de que a situação saia de controle, levando a uma guerra e ao colapso total de seu vizinho isolado e empobrecido.

Na conversa, Xi disse a Trump que seu país se opõe resolutamente a qualquer ação que contrarie as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês.

Fonte: G1

Tensão com a Coreia do Norte: O mundo pode estar próximo da 3ª Guerra Mundial?

A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte aumentou recentemente, com agressões e advertências verbais, além de alguns movimentos militares, o que gerou uma preocupação sobre uma nova crise entre duas potências nucleares.
Veículos de comunicação como o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian chegaram a citar a possibilidade de um conflito e compararam o momento atual como a Crise dos Mísseis de Cuba, de 1962. Afinal, seria essa a crise nuclear mais preocupante em 50 anos?
Especialistas ouvidos pela BBC divergem sobre as chances reais de um confronto mais acirrado – e potencialmente destrutivo – entre Washington e Pyongyang.
Há um consenso de que a solução militar não seria a melhor para as diferenças entre os dois países e que, assim como fizeram soviéticos e americanos há quase 55 anos, Donald Trump e Kim Jong-un resolverão seus problemas na mesa de de negociações.
O conflito A crise atual se intensificou em 8 de abril, quando, após um teste de míssil frustrado pela Coreia do Norte, Trump disse ter enviado uma “armada muito poderosa” para a península coreana, uma referência ao porta-aviões USS Carl Vinson e a um grupo tático.
Por sua vez, o Exército norte-coreano exibiu no último fim de semana seu arsenal militar e tentou fazer um novo teste de mísseis de médio alcance. O exercício falhou novamemnte – o dispositivo explodiu pouco após o lançamento.
Estava marcado para o mesmo dia o início de uma visita do vice-presidente americano, Mike Pence, à Ásia, que tem a Coreia do Norte como um dos principais temas de sua agenda. “A era da paciência estratégia (com Pyongyang) terminou terminou”, disse ele na segunda-feira, em visita à Coreia do Sul.
A resposta da Coreia do Norte foi breve, vinda de um alto diplomata do país: “Se os Estados Unidos planejam uma ofensiva militar, vamos reagir com um ataque nuclear preventivo”.
A escalada de tensão alcançou um nível já considerado por alguns como a maior ameaça nuclear em 50 anos. O The New York Times classificou como uma “Crise dos Mísseis de Cuba em câmera lenta”. “Quando as ambições nacionais, o ego pessoal e um arsenal mortífero se misturam, as possibilidades de erro de cálculo se multiplicam”, disse o jornal.
Já o The Guardian afirmou que “nesse momento, a maioria das armas nucleares do mundo estão nas mãos de homens para quem a ideia de usá-las está se tornando factível”, numa referência a Jong-um, Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.
Em Cuba, o episódio é lembrado como a “Crise de Outubro”. No dia 15 deste mês em 1962, um avião espião dos EUA descobriu instalações na ilha que pareciam corresponder a mísseis nucleares de médio alcance, o que fez o governo de John F. Kennedy cercar Cuba imediatamente, enquanto navios soviéticos avançavam rumo à ilha.
Entre 22 e 27 de outubro daquele ano, o mundo experimentou o que era sentir-se à beira de uma guerra nuclear. Finalmente, negociações entre Moscou e Washington permitiram que o arsenal nuclear instalado na ilha voltasse à Rússia, enquanto um furioso Fidel Castro culpava os soviéticos de terem negociado pelas suas costas.
O prêmio Nobel da Paz e físico a favor do desarmamento nuclear Joseph Rotblat qualificou a crise dos mísseis como “o momento mais aterrorizante” da sua vida. Seria a crise atual o momento mais crítico desde então?

‘O vovô está dormindo’: o povo que vive com parentes mortos em casa

Em Toraja, passam-se meses e anos até funeral acontecer; nesse período, famílias guardam corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes (Foto: BBC)

Pouca gente gosta de falar ou pensar sobre a morte, mas em uma região da Indonésia, os mortos participam do dia a dia da população.

Um cheiro forte de café inebria o ar dentro de uma sala de estar repleta de painéis de madeira. Vozes ecoam dentro do espaço, que não tem móveis e possui apenas alguns quadros pendurados na parede. Veja o vídeo.

Trata-se de um ambiente intimista e acolhedor.

“Como vai seu pai?”, pergunta um dos convidados. O humor muda rapidamente. Todos olham para um pequeno quarto no canto, onde um homem idoso está deitado em uma cama colorida.

Família ainda acha que Paulo Cirinda está vivo (Foto: BBC)

“Ele ainda está doente”, responde calmamente a filha dele, Mamak Lisa.

Sorrindo, ela se levanta e caminha em direção ao idoso, e o balança gentilmente.

“Pai, temos alguns visitantes para você. Espero que você não fique zangado ou se sinta desconfortável”, acrescenta ela.

Então, ela me convida para entrar no quarto e conhecer Paulo Cirinda.

Os meus olhos estão fixados na cama. Paulo Cirinda está completamente imóvel – nem pisca – embora eu dificilmente possa ver seus olhos através de seus óculos empoeirados.

A pele dele tem um aspecto áspero e cinzento, perfurada por inúmeros buracos, como se tivesse sido comida por insetos. O resto do corpo está coberto por várias camadas de roupas.

De repente, os netos dele começam a brincar dentro do quarto e me forçar a encarar a realidade.

“Por que o vovô está sempre dormindo?”, um deles me pergunta com uma risada insolente. “Vovô, acorde e vamos comer”, outro grita.

Nas várias cavernas da montanhosa região, são encontrados todos os tipos de ossos e esqueletos (Foto: BBC)

“Shhh…parem de importunar o vovô; ele está dormindo”, Mamak Lisa agarra os dois. “Vocês vão deixá-lo zangado”.

Ocorre que Paulo Cirinda morreu há 12 anos – mas sua família ainda acha que ele está vivo.

Para quem vê de fora, a ideia de manter o corpo de um homem morto em casa parece grotesco.

Cadáver preservado

Mas para mais de 1 milhão de pessoas que vivem nessa parte do mundo – a região de Tana Toraja, na ilha de Sulawesi, na Indonésia – a tradição data de séculos atrás.

Aqui, os mortos estão muito presentes na vida dos vivos.

Depois que alguém morre, passam-se meses, anos, até que o funeral ocorra. Nesse ínterim, as famílias guardam os corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes.

Isso inclui levar comida, bebidas e cigarros duas vezes por dia para eles.

Os corpos são limpos e suas roupas trocadas regularmente.

Os mortos têm até um recipiente no canto do quarto para fazer “suas necessidades”.

Além disso, nunca são deixados sozinhos e as luzes permanecem acesas quando anoitece.

As famílias temem que, se não cuidarem dos corpos de forma correta, os espíritos podem voltar para assombrá-las.

Tradicionalmente, folhas e ervas especiais são esfregadas no corpo dos mortos para preservá-los. Mas, hoje em dia, muitos usam formol.

O líquido deixa um odor forte no quarto.

Acariciando carinhosamente as maçãs do rosto de seu pai, Mamak Lisa diz que ainda sente uma forte ligação emocional com ele.

“Embora sejamos todos cristãos”, explica ela, com a mão sobre o peito, “nossos parentes normalmente vem visitá-lo ou me telefonam para saber como ele está, porque acreditamos que ele pode nos ouvir e ainda está ao redor de nós”, acrescenta.

Diferentemente do que eu imaginaria, não me sinto desconfortável com a presença do morto.

Meu próprio pai faleceu há alguns anos, e foi enterrado quase que imediatamente – antes de eu ter tempo de digerir a notícia do que havia acontecido. Ainda não consegui lidar com o meu sofrimento.

Para a minha surpresa, Lisa me diz que ter o pai dela em casa a ajudou a superar o luto.

Funeral nababesco

Durante suas vidas, os Torajans trabalham duro para acumular riqueza. Mas, em vez de viver uma vida luxuosa, eles economizam para uma partida gloriosa. Cirinda vai permanecer ali até que sua família esteja pronta para se despedir dele – emocionalmente e financeiramente.

Seu corpo deixará finalmente a casa da família em meio a um funeral suntuoso, em uma grande procissão em torno do vilarejo.

Segundo a crença dos Torajans, os funerais são eventos nos quais a alma finalmente deixa a Terra e começa sua longa e difícil jornada para a Pooya.

A Pooya consiste no estágio final da vida após a morte. É ali que a alma reencarna. Os búfalos carregariam as almas para esse local e esse é o motivo pelo qual as famílias sacrificam o maior número possível desses animais, para facilitar a jornada para os mortos.

Outra tradição da região são os tau taus, imagens de homens e mulheres que morreram cuidadosamente esculpidas na madeira e decoradas com objetos pessoais (Foto: BBC)

Poupança

Os Torajans passam a maior parte das vidas economizando dinheiro para esses rituais.

Com uma poupança gorda, eles convidam amigos e parentes. Quanto mais rico o morto tiver sido em vida, maior e mais elaboradas serão essas cerimônias.

O funeral de que participei era de um homem chamado Dengen, que morreu há mais de um ano. Dengen era um homem rico e poderoso. Seu funeral durou mais de quatro dias, durante os quais 24 búfalos e centenas de porcos foram sacrificados.

Em seguida, sua carne foi distribuída entre os convidados, enquanto eles comemoravam a vida de Dengen e sua reencarnação. O filho dele me contou que o funeral custou cerca de US$ 50 mil (R$ 155,6 mil) – ou mais de dez vezes o salário médio anual de um morador da região.

Não conseguia parar de comparar esse funeral a céu aberto, barulhento e cheio de opulência e cor – repleto de dança, música, risos e, claro, sangue ─ ao do meu pai.

Para o meu pai, organizamos uma pequena cerimônia intimista com a família em um local pequeno, silencioso e escuro.

Tenho uma recordação muito triste daquele dia – provavelmente diferente da que a família de Dengen terá.

Depois do funeral, é hora de enterrar o morto.

Enterro

Os Torajans são raramente enterrados debaixo da terra. Em vez disso, eles são enterrados em túmulos da família ou colocados dentro ou fora de cavernas – como a região é montanhosa, há muitas delas.

Esses locais abrigam vários corpos e caixões. Não raro, é possível se deparar com esqueletos e ossos ao relento. Amigos e família trazem presentes para os mortos – frequentemente dinheiro e cigarros.

Em uma tradição anterior ao surgimento da fotografia, as imagens de homens e mulheres nobres são cuidadosamente esculpidas na madeira.

Conhecidas como tau tau, essas esculturas usam roupas, joias e até cabelo dos mortos. Em média, custam cerca de US$ 1 mil (R$ 3,1 mil) para serem produzidas.

Ritual do ma’nene consiste em desenterrar corpos a cada dois anos (Foto: BBC)

Ma’nene

Mas esse enterro não significa um adeus. A relação física entre os mortos e os vivos continua por muito tempo, por meio de um ritual conhecido como ma’nene, ou “purificação dos corpos”. A cada dois anos, os caixões são retirados dos túmulos e abertos para um grande encontro com os mortos.

Nas cerimônias de ma’nene, amigos e família oferecem comida e cigarros aos mortos, que são enfeitados e limpos. No final, posam com eles para retratos de família.

O professor de sociologia Andy Tandi Lolo descreve esse ritual como uma forma de manter “a interação social entre os vivos e os mortos”.

Depois das orações dominicais, acompanhei de perto um cortejo que partiu de uma igreja e seguiu para um pequeno edifício quadrado sem janelas e com azulejos laranja. Trata-se do túmulo da família. Os cânticos e os choros das mulheres criam uma atmosfera surreal. Todo mundo está aqui para o ma’neme de Maria Solo, que morreu há três anos – ela teria 93 anos agora – e foi enterrada há apenas um ano. Agora chegou a hora de seu regresso “ao mundo dos vivos”.

Os homens retiram um caixão cilíndrico vermelho decorado com figuras geométricas em ouro e prata. Por cima dele, os parentes mais próximos dispõem oferendas a Maria – folhas de coca, cigarros, nozes e orelhas de búfalo. Mas há outro ritual que precisa ser realizado antes de se abrir o caixão: o sacrifício do búfalo.

Eles finalmente abrem o caixão e, mais uma vez, o forte odor de almíscar e formol invade o ar. O corpo de uma idosa permanece imóvel dentro dali. O cabelo branco dela está cuidadosamente amarrado para trás de seu rosto, revelando seu rosto magro. Sua boca e seus olhos estão meio abertos e sua pele acinzentada lhe faz parecer mais uma estátua de pedra do que uma mulher morta.

Torajans são raramente enterrados debaixo da terra (Foto: BBC)

Como os filhos dela se sentem, vendo sua mãe dessa maneira? Seu primogênito, um empresário que agora vive na capital da Indonésia, Jacarta, aparenta serenidade. Ele me diz que o ritual não o aborrece – pelo contrário, faz lembrá-lo sobre como paciente sua mãe “é e quanto ela me ama”.

Exatamente como a família de Cirinda, os parentes de Maria Solo ainda se referem a ela no presente, como se ela não tivesse morrido.

Uma vez que o corpo é exposto, os sinais de luto e tensão desaparecem. Até eu deixo de ficar nervosa. Outro convidado – próximo a Maria Solo – é Estersobon, sua nora. Ela me diz que o ritual alivia o peso de sua dor e a ajuda a relembrar as memórias dos entes queridos.

Eu digo a Estersobon que quero me lembrar do meu pai da forma como ele era quando vivo – e que eu ficaria aflita se eu o visse novamente morto.

Confesso que teria medo de mudar a imagem que guardo dele na minha mente. Mas Estersobon reforça que isso não faz diferença.

Depois de todo mundo ter passado algum tempo com Maria e tirar fotos com ela, chegou a hora de envolvê-la em um lençol branco. Em muitos vilarejos, eles mudam a roupa do morto e transportam o cadáver para uma peregrinação ao redor da aldeia.

Búfalos são sacrificados como parte do ritual de enterro dos mortos; eles seriam responsáveis pela jornada das almas do mundo físico ao espiritual (Foto: BBC)

Cristianismo

Mas esses rituais estão desaparecendo lentamente, já que mais de 80% dos Torajans deixaram ser aluk to dolo (a religião dos Torajans) para se tornarem cristãos. Pouco a pouco, as tradições estão mudando.

No entanto, as duas religiões sempre coexistiram.

Andy Tandi Tolo diz que quando os missionários holandeses chegaram à Indonésia, cerca de um século atrás, tentaram proibir todo tipo de religião animista (crença de que não há separação entre o mundo espiritual e o material).

Nos anos 50, contudo, os colonizadores perceberam que, se quisessem que os Torajans aceitassem o cristianismo, teriam de ser mais flexíveis, e permitir que eles continuassem com seus rituais.

No resto do mundo, essas práticas parecem bizarras. Mas talvez os princípios por trás delas não sejam muito diferentes daqueles de outras culturas.

Por todo o mundo, costumamos nos lembrar de nossos mortos. Mas para os Torajans trata-se de algo especial.

Morto é velado em cima de sua moto. Esse foi seu último pedido!

A morte de um ente querido não é fácil para ninguém e a única certeza que temos na vida é que a morte chegará para todos nós. Mas quando parece que você já viu tudo nessa vida, aparece um velório onde o morto é velado em cima da moto.

Em Porto Rico, David Morales de 22 anos, foi baleado, morreu e teve o corpo embalsamado. Seu velório chamou atenção, pois o morto estava sendo velado em cima de sua moto, que acabara de ganhar de seu tio. David trabalhava como entregador e por isso, precisava muito da moto.

O pessoal da funerária teve bastante trabalho, mas fez de tudo para que todos que fossem se despedir, dar o último adeus, ele estivesse montado na moto e não correr o risco de ambos cair. Essa funerária é bem famosa por lá, porque costuma realizar o último desejo da pessoa. Tornaram-se ainda mais conhecidos, quando  velaram Ángel Luis, vulgo Pedrito, em pé, vestindo sua roupa favorita.

O que se sabe é que David foi morto a tiros, a sangue frio, no bairro Obrero, que fica no distrito de Santurce, em Porto Rico. O motivo de sua morte não foi divulgada, porem além de familiares e amigos,muitos desconhecidos compareceram ao local do velório e muitas fotos foram tiradas, principalmente ao lado do morto.

Para quem não se lembra, aqui no Brasil, o último desejo de Dercy Gonçalves era de ser enterrada em pé e com a mão acenando, como se estivesse dando um tchau. Seu pedido foi atendido pelos familiares, porem, no dia  seguinte, colocaram o caixão na posição normal.

Cada um com seu último pedido e acredite, tem muitos pedidos estranhos espalhados pelo mundo de pessoas que querem seu velório e funeral de uma forma bem diferente do convencional.

E você, tem alguma preferência?