Home / Nacional (página 10)

Nacional

Janot pede para investigar Lula, Dilma, Aécio, Serra e Edson Lobão

lobao-ao-deixar-a-reuniaoPelo menos cinco ministros do governo Temer, os presidentes da Câmara e do Senado, dois ex-presidentes da República, dois ex-presidenciáveis do PSDB. A lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) atinge os principais partidos e deve espalhar a Lava-Jato pelo país. No total, Janot pediu nesta terça-feira que sejam abertos 83 inquéritos no STF contra autoridades com foro na Corte. Em outros 211 casos, ele sugere que os citados sejam investigados em várias instâncias do Poder Judiciário. A decisão dependerá do ministro do Edson Fachin, do Supremo, a quem cabe autorizar as investigações e remeter os demais casos para outros tribunais.

Os políticos — estima-se que sejam pelo menos 170 — aparecem nas delações de 78 ex-executivos da Odebrecht. Na lista estão os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-geral da presidência), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia). Do Congresso, a lista começa pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Pessoas com acesso à investigação confirmaram ainda que houve pedido para investigar os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL), Edison Lobão (MA) e Romero Jucá (RR), esse último atual líder do governo no Senado.

Ao STF, Janot também pediu abertura de inquérito contra os ex-candidatos do PSDB à Presidência da República José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). Há ainda indicação para que a primeira instância da Justiça Federal investigue os ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e ainda os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega, todos do PT. Os pedidos do procurador-geral estão baseados em 950 depoimentos, e-mails, planilhas, cópias de mensagens e outros documentos de executivos da Odebrecht.

320

Número de pedidos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot 83

Pedidos de abertura de inquérito contra parlamentares e ministros de Estado

211

Indícios de irregularidade contra pessoas sem direito ao foro privilegiado no Supremo 116

Procuradores da República que compõem grupo de trabalho para obtenção de todas as informações 78

Executivos e ex-executivos da Odebrecht que citaram os suspeitos em delação premiada 50

Total de depoimentos dos colaboradores

Num pedidos de inquérito, Janot deverá investigar o jantar oferecido pelo presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, a Marcelo Odebrecht e Claúdio Melo, ex-presidente e ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. Em um dos depoimentos da delação premiada, Melo disse que, durante o encontro, Temer pediu dinheiro para financiamento de campanha eleitoral de 2014. Marcelo teria acertado mais tarde repassar R$ 10 milhões. Deste total, R$ 6 milhões teriam sido destinados ao ministro Eliseu Padilha. O restante ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ex-candidato do PMDB ao governo de São Paulo.

Padilha é um dos alvos centrais do inquérito, apontado como um dos autores do pedido do dinheiro. Mas não está claro ainda qual tratamento será dado a Temer. Pelo entendimento de procuradores da Lava-Jato, presidente da República não pode ser investigado por fatos anteriores ao mandato. Temer também não pode ser simplesmente excluído do inquérito porque coube a ele promover o jantar. Procuradores consideram uma questão menor saber se o presidente pediu ou não dinheiro aos executivos da Odebrecht. Para efeitos penais, a simples organização do jantar teria criado condições para o pedido aos executivos.

Parlamentares, ministros e outros políticos citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, adotaram um discurso oficial cauteloso ao serem questionados sobre os pedidos de abertura de inquérito. Alguns disseram-se à disposição para esclarecimentos, outros declararam que só se manifestarão após acesso ao teor das delações e houve quem não foi encontrado ou não retornou.

Os alvos de pedidos

de inquérito

PMDB

EDISON LOBÃO, SENADOR

RENAN CALHEIROS, SENADOR

ELISEU PADILHA, MINISTRO DA CASA CIVIL

MOREIRA FRANCO, MINISTRO DA SEC. GERAL

ROMERO JUCÁ, SENADOR

EUNÍCIO OLIVEIRA, PRESIDENTE DO SENADO

PT

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE

DILMA ROUSSEFF, EX-PRESIDENTE

GUIDO MANTEGA, EX-MINISTRO

ANTONIO PALOCCI, EX-MINISTRO

PSDB

AÉCIO NEVES, SENADOR

JOSÉ SERRA, SENADOR

BRUNO ARAÚJO, MINISTRO DAS CIDADES

ALOYSIO NUNES FERREIRA, MINISTRO DAS REL. EXTERIORES

DEM

PSD

RODRIGO MAIA, PRESIDENTE DA CÂMARA

GILBERTO KASSAB, MINISTRO DAS CIDADES

MATERIAL SERÁ CATALOGADO ANTES DE IR PARA FACHIN

Os pedidos da PGR chegaram às 17h desta terça-feira ao STF, guardados em caixas. Dentro de cada caixa, há várias pastas de cores diferentes. Por enquanto, as petições ficarão em uma sala do terceiro andar do prédio principal do tribunal, a mesma que foi usada para guardar as delações da Odebrecht. O material será catalogado, digitalizado e, somente depois, vai para as mãos do relator. Depois de receber os processos, Fachin vai analisar tudo para dividir o que fica no STF, por conta da regra do foro, do que será transferido para a primeira instância do Judiciário, em caso de indícios contra pessoas que não ocupam cargos públicos.

A nova edição da Lava-Jato no STF tem detalhes de como era feito o pagamento de propina a integrantes do PMDB, PSDB e PT — os três partidos protagonistas da política brasileira nos últimos anos. Outros partidos também devem ser investigados. Foram prestados cerca de 950 depoimentos, todos e vídeo.

Os acordos de delação premiada foram assinados nos dias 1º e 2 de dezembro de 2016 e homologados pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano. As declarações estão inseridas e diretamente vinculadas à Operação Lava-Jato. Antes da assinatura dos acordos de colaboração, foram realizadas 48 reuniões entre as partes, totalizando quase dez meses de negociação para maximizar a revelação dos atos ilícitos praticados e das provas de corroboração.

Nesse período, foi assinado um acordo de confidencialidade considerando a complexidade das negociações e a necessidade de sigilo absoluto sobre todos os passos da negociação.

Para viabilizar a obtenção de todas as informações, a Procuradoria-Geral da República instituiu um grupo de trabalho composto por 116 procuradores da República, que tomaram os 950 depoimentos dos colaboradores, durante uma semana, em 34 unidades do Ministério Público Federal em todas as 5 regiões do país. Os depoimentos foram gravados em vídeos, que totalizaram aproximadamente 500 GB.

A Procuradoria-Geral da República tem todos os depoimentos em vídeo e não transcreveu nenhum deles. Cada depoimento é acompanhado de um resumo escrito do que disse o delator, para orientar os investigadores. Dois juízes auxiliares, além do próprio Fachin, examinarão o material: Paulo Marcos de Farias – que integrava a equipe de Teori Zavascki, morto em janeiro em um acidente aéreo – e Ricardo Rachid de Oliveira, que já atuava no gabinete de Fachin antes de o ministro herdar os processos da Lava-Jato.

Fonte: O Globo

Lula depõe nesta terça a juiz do DF para explicar suspeita de obstrução da Lava Jato

1_4_lula_lavajato-191175O ex presidente Luis Inácio Lula da Silva prestará depoimento nesta terça-feira (14) ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, para explicar a suspeita de que tentou obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Lula é um dos sete réus da ação penal aberta em julho do ano passado para investigar se houve uma tentativa do grupo de convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada.

Segundo as investigações, Lula, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves – sócio do BTG Pactual –, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, teriam tentado impedir que Cerveró revelasse à Justiça detalhes do esquema de corrupção que atuava na Petrobras em troca de uma redução da pena.

O ex-presidente da República deveria ter sido ouvido pela Justiça Federal de Brasília em fevereiro. Mas o juiz responsável pelo caso adiou o depoimento para esta terça-feira a pedido da defesa de Lula. A mudança foi autorizada em razão da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Os depoimentos dos outros seis réus da ação penal estão marcados para esta sexta-feira (17), também em Brasília.

À época da abertura da ação penal, em julho do ano passado, a defesa do ex-presidente alegou, em nota, que Lula já esclareceu, em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), que “jamais interferiu ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato”.

Esquema especial de trânsito

De acordo com a Justiça Federal do DF, o trânsito na via W2 Norte, na Asa Norte, ficará interditado entre as quadras 509 e 510, em razão do depoimento do ex-presidente. O edifício da 10ª Vara Federal de Brasília fica nessa região.

Ainda de acordo com a assessoria da Justiça Federal, a interdição do trânsito neste trecho foi recomendado pela Polícia Militar, para “evitar grandes manifestações contrárias ou a favor do interrogado”.

Entenda o caso

Em novembro de 2015, o então senador Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal após ter sido gravado pelo filho de Nestor Cerveró prometendo à família do ex-diretor da área internacional da Petrobras que iria conversar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar libertá-lo.

À época, Cerveró estava preso preventivamente em Curitiba, acusado de participar do esquema que desviou dinheiro da Petrobras. Delcídio, naquela ocasião, era o líder do governo Dilma Rousseff no Senado.

Em um dos trechos do áudio gravado pelo filho de Cerveró, o ex-senador petista sugeriu um plano de fuga no qual o ex-dirigente da estatal iria para a Espanha passando pelo Paraguai.

Na gravação, Delcídio também prometeu ajuda financeira de R$ 50 mil mensais para a família de Cerveró e honorários de R$ 4 milhões para o advogado Édson Ribeiro, que, até então, comandava a defesa do ex-diretor da Petrobras na Lava Jato.

Em contrapartida, apontam as investigações, Cerveró omitiria em sua delação premiada fatos envolvendo Delcídio, Lula, Bumlai, André Esteves e os demais acusados de obstruir a operação.

Em maio do ano passado, quando incluiu Lula, Bumlai e Maurício Bumlai na denúncia que já havia sido apresentada ao STF contra Delcídio, André Esteves, Diogo Ferreira e Édson Ribeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o ex-presidente controlou as decisões do esquema operado na estatal.

Janot também afirmou na acusação que Lula tentou influenciar o andamento da Lava Jato.

A denúncia acusa os sete réus de três crimes: embaraço à investigação de organização criminosa, que prevê pena de 3 a 8 anos de prisão; patrocínio infiel (que é quando advogado não defende corretamente interesses do cliente).

Os outros réus foram considerados coautores de Édson Ribeiro neste crime, que prevê pena de 6 meses a 3 anos; e exploração de prestígio, cuja pena prevista é de 1 a 5 anos.

Outras investigações sobre Lula

Além do processo que apura o caso envolvendo Cerveró, Lula é réu em outras duas ações penais em Brasília e em mais duas no Paraná.

Saiba abaixo:

Justiça Federal do Distrito Federal

  • Suspeito de tentar atrapalhar o acordo de delação premiada de Nestor Cerveró;
  • Acusado de tráfico de influência no BNDES para beneficiar a Odebrecht;
  • Investigado por tráfico de influência na Operação Zelotes ao lado do filho caçula, Luís Cláudio

Justiça Federal do Paraná

  • Suspeito de ter recebido vantagens indevidas da construtora OAS. Lula é acusado de ter recebido da empreiteira baiana um apartamento triplex no Guarujá (SP). Além disso, o MPF afirma que a OAS bancou as despesas para armazenar parte do acervo pessoal do ex-presidente da República;
  • Acusado de receber propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e da aquisição de um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

Fonte :G1

Agência da Caixa Econômica em Codo vai abrir hoje às 8 HS para saque do FGTS

Asfilas2-acre agência da Caixa Econômica Federal abrirão abrir duas horas mais cedo nesta segunda-feira (13). O saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começou na sexta e já registrou filas. Em todo o o país, têm direito a retirar o dinheiro neste mês 4,8 milhões de beneficiários. Na sexta-feira, 3,3 milhões de pessoas receberam R$ 3,8 bilhões do FGTS.

Segundo o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, dependendo da região do país, há diferença no horário de abertura das agências – vai de 9h às 11h da manhã. Independente disso, portanto, elas vão abrir duas horas antes, apenas para tirar dúvidas e saque do FGTS.

As pessoas poderão retirar o dinheiro de acordo com um calendário (veja abaixo). No primeiro lote, que abriu nesta sexta-feira e vai até 10 de abril, apenas pessoas nascidas em janeiro e fevereiro poderão sacar.calendario

O que é uma conta inativa?

Uma conta inativa de FGTS é aquela que deixou de receber os repasses de uma empresa, porque o trabalhador, titular dessa conta, deixou o emprego. Mas não são todas as contas inativas que poderão ter os recursos sacados.

Segundo o governo, o trabalhador poderá retirar o dinheiro apenas daquelas contas do FGTS que se tornaram inativas até 31 de dezembro de 2015, ou seja, contas vinculadas a empregos dos quais a pessoa se desligou até essa data.

Portanto, contas que ficaram inativas após 31 de dezembro de 2015, ou contas ativas (vinculadas a empregos a que o trabalhador ainda está ligado), não poderão ter os recursos sacados.

Como sacar?

Os saques poderão ser feitos nas agências e caixas eletrônicos da Caixa, dependendo, por exemplo, do valor. Além disso, o cliente que não tem conta na Caixa poderá optar por transferir os recursos do FGTS, de qualquer valor, para uma contacorrente ou conta poupança de qualquer outro banco, sem custo.

Sem o Cartão Cidadão: o trabalhador poderá sacar o dinheiro nos caixas eletrônicos da Caixa, sem o Cartão Cidadão, caso o saldo de cada conta inativa seja de até R$ 1.500. Para isso, ele só precisa ter a senha do Cartão Cidadão.

Com o Cartão Cidadão: o limite de saque, no Caixa Eletrônico, é de R$ 3 mil por conta inativa.

Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui: os saques podem ser feitos com o Cartão Cidadão para valores de até R$ 3 mil por conta inativa.

Saques acima de R$ 3 mil e até R$ 10 mil: o trabalhador só precisa apresentar, na agência da Caixa, a carteira de identidade para fazer o saque ou a transferência para conta de outro banco, sem custo.

Saques acima de R$ 10 mil: além da identidade, será preciso apresentar a carteira de trabalho ou o termo de rescisão de contrato de trabalho vinculado à conta inativa.

Contas que aparecem ativas: se o trabalhador tem uma conta de FGTS vinculada a um emprego do qual se desligou até 31 de dezembro de 2015, mas que ainda aparece como “ativa”, terá que comprovar o fim do vinculo através da carteira de trabalho ou rescisão do contrato de trabalho.

Quem não tiver a carteira de trabalho, informou o presidente da Caixa, terá que providenciar uma cópia do termo de rescisão do contrato de trabalho vinculado à conta inativa, e levá-la no momento do saque.

Correntistas

A Caixa Econômica informou ainda que todos os trabalhadores que possuem conta poupança individual na Caixa terão o saldo creditado automaticamente no primeiro dia do calendário referente ao seu mês de nascimento.

Caso o trabalhador tenha conta corrente ou poupança conjunta ele terá que autorizar o crédito no portal da Caixa (www.caixa.gov.br/contasinativas) ou pelo telefone 0800 726 2017.

Estímulo à economia

A liberação do saldo das contas inativas foi anunciada em dezembro pelo presidente Michel Temer. O objetivo do governo é que essa medida ajude a reaquecer a economia brasileira, que vem de dois anos seguidos de recessão.

A estimativa é que R$ 34 bilhões sejam sacados das contas inativas de FGTS. Para a equipe econômica, esse montante não prejudica a saúde financeira do FGTS, que tem hoje um patrimônio líquido estimado em R$ 130 bilhões.

A estimativa do governo é que 30,2 milhões de brasileiros têm contas inativas do FGTS – a estimativa inicial era de 10 milhões. Dos 30,2 milhões, cerca de 10 milhões têm conta-corrente na Caixa.

O governo também reviu a estimativa para o saldo das contas inativas – de R$ 41 bilhões para R$ 43,6 bilhões. A expectativa para o total de recursos a serem sacados, que era de R$ 30 bilhões, é agora de R$ 34 bilhões.

Problemas para saque

Alguns trabalhadores não conseguiram sacar o dinheiro em suas contas inativas devido a um bloqueio feito pela Caixa.

O superintendente regional do Caixa, Sérgio Cançado, disse ao G1 que o saldo de algumas contas apareceu como “bloqueado” ou sem saldo nesta sexta-feira por motivos de segurança, porque o banco detectou divergências ou informações imprecisas na base de dados destes trabalhadores. Ele participou de um programa ao vivo nesta sexta-feira (10) para tirar dúvidas dos leitores. (

Sai edital do concurso da Polícia Militar com salário de R$ 3 mil; veja edital

408d6932bdc6811024acf84eac95e909A Polícia Militar do Piauí lançou nesta sexta-feira (10) edital do concurso público para a contratação de soldados. Ao todo estão sendo ofertadas 400 vagas. As inscrições- que custam R$ 80- começam na próxima segunda-feira (13) e seguem até o dia 27 de março. O lançamento do edital ocorreu no auditório do Quartel do Comando Geral, em Teresina.

O certame será realizado em cinco etapas. Pelo cronograma, a prova escrita objetiva está marcada para o fim de abril.

Os candidatos aprovados vão reforçar o efetivo da PM, atualmente, de 6 mil homens que atuam em atividades institucionais, guarda patrimonial, Inteligência e policiamento ostensivo. A remuneração inicial para o cargo de soldado é de R$ 3.100,00.

O relação pública da PM, coronel John Feitosa, informou que o concurso será realizado pelo Nucepi (Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos) da Universidade Estadual do Piauí.

O coronel ressaltou que os interessados devem ficar atentos as inscrições.

Veja o edital completo

Confira cronograma do certame

b0415b748e86781bb72df68f394bc8a9

Mário Gomes diz que já recebeu propostas de trabalho do exterior

92895ef7-0a3b-44c3-ad70-2d5374189e24A foto do ator Mário Gomes vendendo hambúrguer em uma carrocinha na praia da Joatinga, na Zona Sul do Rio, mudou a rotina do ator de 64 anos. Na imagem, publicada pelo jornal Extra nesta terça-feira, 8, Mário aparece ao lado do filho João, de 10 anos, e o menino aproveita para tocar violão.

Desde a divulgação das imagens, Gomes perdeu as contas das ofertas de trabalho que vem recebendo.

Em conversa nesta quinta, 9, ele conta que teve até propostas do exterior. “Uma indústria de molhos para sanduíche dos Estados Unidos me ofereceu os produtos para eu ser garoto-propaganda deles. Teve até uma marca de fast food que pediu para eu vender meu hambúrguer em suas redes. Outro empresário quer ser meu sócio e até sugeriu que eu adotasse o nome ‘Hambúrguer do Gomes'”, comemora o ator, que desde então também não para de dar entrevistas.

Com mais de 30 novelas no currículo, Mário – que se prepara para gravar como protagonista a terceira temporada da série “Magnífica 70”, do canal HBO – diz que não virou vendedor ambulante para sobreviver. Segundo ele, o sucesso que teve na carreira artística no passado lhe deu uma boa renda. “Sou hiperativo. Já tive síndrome do pânico e não gosto de ficar parado. Sempre me preocupei mais com o aplauso do que com o dinheiro. Claro que hoje faturo muito menos do que na época que estava atuando. Mas não preciso de dinheiro. Nunca joguei na Loto justamente porque, se ganhasse, tinha medo de ficar sem fazer nada. O importante é que falem de mim. Se bem ou mal, pouco importa”, diz ele, sobre os comentários de que estaria passando por dificuldades financeiras.

A venda do hambúrguer foi um teste para ele abrir um negócio no futuro. Mário Gomes pensa em incrementar sua renda abrindo uma rede de food trucks. Pesquisou e estudou muito para chegar à fórmula ideal do sanduíche. “Não posso revelar a fórmula porque, como todo cozinheiro, tenho meus segredos. Mas leva cebola caramelizada com chocolate especial numa determinada dosagem. Isso ajuda a amenizar o sal da carne. Os pães também são variados e diferenciados”, conta o ator, que produz a carne a seis mãos.

“Eu, minha mulher e a moça que trabalha lá em casa é que preparamos tudo. Meus filhos amam. Até a verdura que o sanduíche leva é orgânica e vem da horta que tenho no meu quintal”, revelou.

Mário mora com a mulher, Raquel Palma, e seus filhos, João, Catarina, 7, Talita, 25, e Linda, 21 – essas duas de seu primeiro casamento – numa casa de 850m² no Rio. Segundo ele, o imóvel tem piscina de 25m e fica a 60m do ponto onde estava com a carrocinha. “É como se fosse o quintal da minha casa. Quis fazer um teste para ver se as pessoas estavam gostando e todas curtiram. O carrinho foi feito por mim. Tenho muitas ferramentas em casa e curto fazer tudo, até móveis. As múltiplas funções me livraram das neuras. Hoje estou livre”, vibra.

 

A devassa do BNDES vai humilhar a quadrilha do Petrolão

dilma-chapeu1Entre 2007 e 2015, o BNDES torrou, no financiamento de obras realizadas pela Odebrecht no Exterior, 8 bilhões e 400 milhões de dólares Ou 28 bilhões e 300 milhões de reais, na cotação atual. Só em Angola, controlada há 37 anos pelo ditador José Eduardo dos Santos, um ladrão compulsivo muito amigo de Lula, 42 contratos engoliram 2 bilhões e 600 milhões de dólares, com juros anuais de pai para filho.  A vice-campeã da gastança foi a Repúblicana Dominicana, onde saíram pelo ralo 1 bilhão e 800 milhões de dólares. Com Lula e Dilma, o Brasil foi um pobretão metido a besta que se fantasiava de rico usando um fraque puído nos fundilhos. As dimensões siderais da gastança criminosa informam: quando começar a devassa da caixa preta do BNDES, o Petrolão vai parecer coisa de batedor de carteira.

Concentrado na solução de problemas logísticos que afetavam outras paragens do mundo, o BNDES não teve tempo para ocupar-se de urgências domésticas. A BR-163, por exemplo, foi inaugurada em 1976 para ligar Cuiabá, capital de Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Passados 40 anos, seguem sem asfalto 189 quilômetros que, na temporada das chuvas, viram um sorvedouro de mar de lama e barro que afoga boa parte da safra de grãos. Em janeiro de 2006, o BNDES aprovou crédito de 723 milhões e 270 mil dólares (ou 2 bilhões e 300 milhões de reais) para obras de emergência na rodovia devastada. A pavimentação do trecho que flagela caminhoneiros e empresários do agronegócio custaria 824 milhões de reais. O dinheiro continua retido em Brasília.

A nova direção do banco deveria inspirar-se na agilidade esbanjada pelo BNDES lulopetista na hora de patrocinar grandezas concebidas por perdulários de estimação. Não houve um único atraso, por exemplo, na remessa das mesadas que financiaram a construção do porto de Mariel. Às margens do Caribe foram enterrados 682 milhões de dólares expropriados dos pagadores de impostos de um Brasil à beira da bancarrota. Dilma fez questão de abrilhantar a festa da inauguração, em Cuba, do superporto que nunca existiu por aqui.

Fonte: Veja

FGTS: Trabalhador pode ir à Justiça pedir dinheiro atrasado em conta inativa

calendarioSaque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a partir desta sexta-feira (10). Entretanto, milhões de trabalhadores não poderão sacar os valores, porque os patrões não fizeram o recolhimento para o fundo. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), existem 7 milhões de trabalhadores cujos empregadores não depositaram o dinheiro, que correspondem a um débito total de R$ 24,5 bilhões inscritos na dívida ativa da União.

Segundo advogados trabalhistas, caso o trabalhador identifique que a empresa não realizou o recolhimento do FGTS, existem duas saídas: entrar em contato com a empresa e tentar com que o dinheiro seja depositado de imediato ou acionar a Justiça do Trabalho.

O especialista em direito do trabalho Ruslan Stuchi, sócio do escritório Stuchi Advogados, revela que o trabalhador que descobre que o seu FGTS não foi depositado tem direito de cobrar a empresa na Justiça. “Importante ressaltar que, por lei, o patrão é obrigado a depositar 8% do salário em uma conta do FGTS em nome do profissional.

Se esses depósitos não foram feitos, o trabalhador deve buscar a Justiça do Trabalho contra a empresa e pode cobrar até cinco anos de FGTS não depositado”, esclarece.

Stuchi observa que esse prazo passou a ser válido após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2014, que determinou que um trabalhador poderá requerer na Justiça os valores dos últimos cinco anos do FGTS que não tenham sido depositados pelo empregador. Antes dessa decisão, o prazo era de 30 anos. A decisão teve repercussão geral, ou seja, deve seguida pelos demais tribunais onde tramitam ações semelhantes.

O doutor em direito do trabalho e professor da pós-graduação da (PUC-SP) Ricardo Pereira de Freitas Guimarães destaca que essa decisão resultou na alteração da Súmula 362 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O advogado João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, alerta para outro ponto importante antes de dar entrada na ação na Justiça. “O prazo para entrar com uma ação é de até dois anos após o desligamento da empresa. Ou seja, neste caso, só os trabalhadores que saíram da empresa entre março e dezembro de 2015 é que conseguirão ingressar no Judiciário trabalhista para requisitar o depósito dos valores referentes ao FGTS”, explica.

Segundo Badari, passados dois anos de desligamento da empresa, o trabalhador perde o direito de ingressar com ação na Justiça do Trabalho para requisitar qualquer eventual problema de falta de pagamento de benefícios e obrigações, inclusive o FGTS. “Por isso é muito importante que o trabalhador, no ato do seu desligamento da empresa, verifique se tudo foi pago corretamente”, diz.

Liminar

Os trabalhadores terão até o dia 31 de julho para sacar os valores do FGTS de contas inativas, depois desta data os valores voltam a ficar bloqueados, segundo a Caixa Econômica Federal.

Por conta desse prazo limite, o professor Freitas Guimarães entende que o trabalhador deve requisitar uma antecipação de tutela na Justiça do Trabalho para conseguir sacar o dinheiro a tempo. “É possível que a Justiça do Trabalho conceda decisão liminar para a empresa deposite de imediato os valores devidos de FGTS, principalmente pelo calendário estabelecido pelo governo que expira em 31 de julho. Caso a empresa não deposite até esse prazo, o trabalhador não conseguirá sacar o dinheiro das contas inativas”, afirma.

O maior problema, segundo os especialistas, é que muitas empresas que não realizaram os depósitos já estão de portas fechadas ou em processo de falência, o que dificulta para o trabalhador conseguir reaver o dinheiro do FGTS.

Saques

A partir de 10 de março até 31 de julho, trabalhadores com contas inativas até 31 de dezembro de 2015 poderão sacar o dinheiro do FGTS, seguindo um calendário de acordo com a data de nascimento do beneficiário.

Devido à liberação do dinheiro, a Caixa Econômica Federal disponibilizou o site exclusivo para informações e consultas de saldos somente das contas inativas: www.caixa.gov.br/contasinativas, e o telesserviço 0800 726 2017. O interessado pode ainda acessar as informações pelo aplicativo da Caixa, mas nesse caso aparecerão também as contas ativas do FGTS.

De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.

As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir em quatro sábados, de março a julho, para atender somente aos interessados em sacar o dinheiro. Serão 1.891 agências abertas nos seguintes sábados: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. O horário de funcionamento será das 9h às 15h. A relação das agências consta no site http://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fGTS/contas-inativas/agencias/Paginas/default.aspx

 Fonte:G1

Ex-galã da Globo, Mario Gomes, trabalha como vendedor em praia

c354cc13-f34d-46ca-a993-9a6816d9ba40Mário Gomes já foi um dos maiores galãs da televisão. Foram mais de 30 novelas, incluindo sucessos como “Gabriela”, “Guerra dos sexos” e “Vereda tropical”. Prestes a completar 65 anos, e enquanto não volta a gravar a terceira temporada de “Magnífica 70”, do canal HBO, o ator está vendendo hambúrguer e batata frita numa praia da Zona Oeste do Rio.

“Estou fazendo uma experiência. Me preparando para investir em food truck”, conta ele, que tem batido ponto no local durante os fins de semana, na companhia do filho, João, de 10 anos, que ainda dá canja ao violão.

Mário Gomes ainda não consolidou a clientela. “Fico bebendo minha cachaça e vendo esse visual da praia”, diz ele, que ainda está alugando a casa onde mora, nas redondezas, para festas e eventos.

O ator conta que mandou fazer sua própria carrocinha, mas que a carreira de ator não acabou. “Agora vou ser professor, darei um curso no Polo de Cinema e Vídeo de como ter seu próprio canal de televisão”, afirma ele, que ainda faz um trabalho voluntário no Retiro dos Artistas, após ter criado uma horta com os moradores de lá: “Recebi até ligação de Fernanda Montenegro me parabenizando”.

Fonte: Com informações do Extra

0036665c-e318-4cf9-8f4d-6490ed7f2e7e 92895ef7-0a3b-44c3-ad70-2d5374189e24 f3b9ded8-12b0-4542-bfc9-88c8b6581304 f4453571-8084-4b26-93a3-48d566b91784

Quanto mais grupos de WhatsApp, mais chances de divórcio

1485961226_079882_1485967543_noticia_normal_recorte1-1024x683A cena com certeza vai lhe soar familiar. Pode ser inclusive que já a tenha vivido em primeira pessoa. Um casal divide uma mesa em um restaurante ou está sentado lado a lado no sofá de casa. Uma das partes quer conversar, tenta manter o contato visual… mas do outro lado se produz o silêncio, poucas palavras, o olhar para baixo… O motivo? Seu interlocutor está –para desespero e raiva do acompanhante– vidrado na tela do celular.

Estamos diante de um claro caso de phubbing (acrônimo de phone snubbing, que significa ignorar com o celular). Trata-se de um fenômeno que tem aumentando e que descreve com perfeição um dos grandes males dos nossos dias: quando alguém que está ao nosso lado nos ignora porque está prestando mais atenção ao que acontece em uma tela de celular.

A questão não é fútil. Um estudo conduzido pelo professor James A. Roberts, da Universidade Baylor, nos EUA, descobriu que 46,3% dos 453 adultos entrevistadostinham sofrido phubbing por parte de seu parceiro; e 22,6% declararam que essa prática era fonte de conflito.

Há dois motivos fundamentais, concluiu o especialista, para que o phubbing tenha impacto negativo nas relações de casais. Primeiro, porque o tempo que passamos conectados a nossos dispositivos não estamos empregando para fazer algo significativo que de verdade nos una como casal. E, segundo, porque o mal-estar que gera esse hábito leva, irremediavelmente, a discussões e a uma deterioração da relação. Além disso, as pessoas que disseram ter sido ignoradas por causa do celular por parte de seu cônjuge eram mais propensas a se sentirem deprimidas (na verdade, 36,6% tinham experimentado esse sentimento pelo menos em um ocasião).

Casais em terapia com o celular debaixo do braço

“Na realidade o problema acontece quando existe uma descoordenação no casal e uma das partes sente falta de atenção. Existem outros casos nos quais ambos utilizam muito o celular em companhia do outro, ou que só se comunicam pelo WhatsApp, mas não sentem culpa alguma porque estão em igualdade. Existe um consenso”, explica o psicólogo Enrique García Huete, diretor da Quality Psicólogos e professor da Universidade Cisneros (Madri).

García, que tratou em sua clínica de pessoas que desenvolveram um vício de celular, destaca que o phubbing é um problema cada vez mais recorrente quando um casal com problemas busca terapia. “Reclamam bastante que o outro está sempre agarrado no telefone e não presta atenção no cônjuge. Curiosamente, costumam ser mais os homens que fazem isso, mas não poderia dizer que é um problema em si para se recorrer à terapia. É mais um fator que influencia, mas não é o único”.

O escritor e doutor em Filosofia Enric Puig Punye, que acaba de abordar esse assunto em seu livro O Grande Vício. Como Sobreviver Sem Internet e Não se Isolar do Mundo?, aponta outro fator que contribui para gerar mal-entendidos: o fato de que a conexão ao mundo virtual se faz quase sempre a partir de dispositivos individuais e não é uma experiência compartilhada. “Queira ou não, nos concentrarmos cada um em nossos smartphones ou tablets produz uma sensação de secretismo que não ajuda. Ao contrário, desperta suspeitas”, afirma Puig. “Essa separação não seria tão drástica se, por exemplo, todos os membros da família utilizassem apenas um computador comum”.

Por sua parte, o doutor García Huete recorda que “quando nos comunicamos, é tão importante o verbal como o gestual”. “Se não nos sentimos atendidos, a sensação de frustração pode ser muito forte. Ao nos centrarmos no virtual, vai se extinguindo uma marca da comunicação muito importante, que só se produz pessoalmente, cara a cara”. Em caso de discrepância de opiniões no casal por causa desse assunto, o psicólogo recomenda “acertar em consenso os momentos de uso”. A negociação é muito importante. “Esse processo não servirá de nada se não tivermos consciência de que existe um problema e se não existir uma vontade real de mudança”, afirma García, “porque essas duas coisas nem sempre estão unidas”.

Como desconectar em um mundo hiperconectado (e não morrer na tentativa)

Quando Enric Puig Punyet se propôs a abordar em um livro a forma como a hiperconectividade está afetando as nossas relações, não quis fazê-lo através do depoimento de neo-rurais: pessoas que optaram por se retirar ao campo fugindo do barulho e da agitação do mundo nas cidades. Em vez disso, se propôs a entrevistar pessoas que, sendo nativos digitais, se desconectaram sem renunciar a seu trabalho ou a sua vida social na cidade. E as encontrou: desde um vendedor desempregado que acabou fechando seu perfil no LinkedIn a uma jovem que organiza festas nas quais não se pode tirar nem publicar fotos nas redes sociais.

Nenhuma dessas pessoas tomou a decisão de se desconectar por motivos culturais, mas suas razões tinham relação com preservar a saúde mental e a qualidade de vida. “As pessoas com as quais falei concordam que em determinado momento tiveram uma espécie de revelação”, afirma. E o mais interessante é que ao sair desse turbilhão “se reconectaram com o mundo real, com ações e sensações que estavam esquecidas”.

Puig Punyet, que há anos pesquisa as mudanças provocadas pelas novas tecnologias na estrutura social, relembra que o novo modelo de negócio impulsionado pelo Google e pelos smartphones nos obriga a uma hiperconexão que acaba cobrando seu preço. “Na maioria dos casos representa uma perda de tempo e concentração tremenda. Esse dogma da multitarefa que nos vendem –e acreditamos– é algo que não existe. E então se está na grande dependência que se gera pela ansiedade de ter que estar sempre disponível”.

O psicólogo García Huete explica que no momento em que houver uma dependência do celular ou do tablet “temos que tratá-la como se estivéssemos enfrentando uma substância viciante, porque produz a mesma sensação gratificante a curto prazo e inquietação, ansiedade e síndrome de abstinência quando nos falta”. Entre as pautas básicas para se evitar o vício com as telas estão “reforçar nossos mecanismos de controle das emoções, planejar horários limitados e, se o problema se deriva do trabalho, utilizar dois celulares: um exclusivo para o âmbito de trabalho e outro para socializar”.

Por sua experiência, Puig Punyet acredita que a desconexão parcial será uma tendência em alta e que chegará das mãos dos jovens: “As novas gerações estão se dando conta do excesso e estão renunciando a estar hiperconectadas. Por conta de ter escrito o livro me chegaram muitos mais casos”, diz. “Há adolescentes que vão comer na rua com os amigos e estão deixando o celular em casa”.

É quase inevitável que em algum momento pontual todos nós utilizemos o celular em frente a um terceiro. Mas se o problema passa a ficar sério e nada do que foi dito antes funcionar, é possível formalizar um contrato proposto na internet, chamado Stop Phubbing. Cada um pode adaptá-lo a quem desejar: amigos, família ou cônjuge.