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Nacional

República da Delação

O Brasil está se transformando na República da Delação.
Os delatores são considerados salvadores da Pátria.
Recebem homenagem de tribunais e de casas legislativas. Diante deles curvam-se togas. Quase têm o direito de sentar-se na cadeira do juiz.
Sob o prisma da Ciência do Direito, qual é o valor da delação?
Valor nenhum.
Para começar, a prova testemunhal, mesmo de pessoas dignas, é uma prova secundária. O testemunho é extremamente falível. Quem algum dia aprendeu alguma coisa de Direito sabe muito bem disso.
Se o testemunho de cidadãos idôneos é considerado de pouca relevância, o que dizer do testemunho de criminosos condenados pela Justiça?
Só mesmo num tempo em que a paixão política pretende virar a Ciência do Direito de cabeça para baixo, dá-se credibilidade à delação e considera-se o delator um servidor da Justiça.
As tempestades não são eternas. O Direito está nestes dias, no Brasil, sob o fragor de uma tempestade verbal.
Serenados os ânimos, voltará a ser proclamado hoje o que foi proclamado ontem.
Se a prova testemunhal é a prostituta das provas, como sempre se ensinou nas faculdades de Direito, a prova testemunhal que emerge do mundo do crime não é prova alguma.
Lamento que os estudantes dos cursos jurídicos, como os cidadãos em geral, estejam recebendo lavagem cerebral para entender como sendo Direito o que, na verdade, é o oposto do Direito.
Este articulista sente-se no dever de denunciar a balbúrdia que está sendo armada no país, resumida nos itens seguintes:
a) a negação do Direito é apresentada como afirmação do Direito;
b) a imparcialidade do juiz é deixada de lado como se fosse virtude anacrônica;
c) a discrição do magistrado, a modéstia é substituída pelos holofotes consagradores, manipulados pelos beneficiários da execrável parcialidade.
Relativamente à delação premiada, faço uma ressalva. Merece abrandamento da pena ou mesmo perdão judicial aquele que, tendo participado de um crime (sequestro de uma pessoa, por exemplo), desiste de seu intento no trajeto do crime e fornece às autoridades informações que permitam (no exemplo que estamos citando) a localização do sequestrado e o consequente resgate da vida em perigo. Numa hipótese como essa, o arrependimento do criminoso tem a marca da nobreza e o Estado, premiando sua conduta, age eticamente.
Não me manifesto sobre o tema delação premiada, em virtude de fatos que ocupam o noticiário hoje. Manifestei opinião contrária à validade das delações premiadas em artigo publicado em A Gazeta, de Vitória, edição de 11 de setembro de 2005.
 
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES) e escritor. Tem proferido palestras e ministrado seminários em faculdades, seccionais da OAB, igrejas etc. E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
 

Câmara aprova fim de multa a quem não portar CNH e licenciamento

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei 8.022/14, que veta a aplicação de multa e a retenção do veículo se o motorista não estiver com a carteira de habitação e o licenciamento anual, caso o agente de trânsito possa obter as informações sobre o condutor e o veículo contidas nos documentos por meio de consulta a banco de dados oficial.

O projeto, que tramita desde 2014, foi apresentado pela ex-deputada Sandra Rosado (PSB-RN) e pela deputada Keiko Ota (PSB-SP) e altera o Código de Trânsito Brasileiro. Ele foi aprovado em caráter conclusivo, ou seja, se não houver recurso de algum deputado, ele vai direto para o Senado sem precisar passar pelo plenário da Câmara.

De acordo com o projeto, quando não for possível ao agente de trânsito realizar a consulta on-line das informações do veículo ou do condutor, o auto de infração será cancelado caso o motorista apresente, em até trinta dias, o documento ao órgão de trânsito responsável pela autuação. Assim, o motorista não terá pontos computados em sua carteira referentes à infração.

A comissão acompanhou o voto do relator, deputado João Campos (PRB-GO), pela constitucionalidade e juridicidade do texto. O colegiado também aprovou emenda da Comissão de Viação e Transportes para exigir a apresentação, pelo condutor, de algum documento de identificação oficial, a fim de ser beneficiado pela medida.

Veja aqui a íntegra do projeto de lei.

Ministério da Saúde lança aplicativo de celular para usuário do SUS

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje em São Paulo, que a informatização e conectividade nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) são indispensáveis para melhorar a agilidade e o aproveitamento de oportunidades no setor. Barros participou do evento Dados Abertos sobre a Saúde no Brasil, do Google, no qual apresentou o aplicativo e-Saúde, um novo canal de comunicação entre o Ministério da Saúde e o cidadão. A nova ferramenta estará disponível nos próximos dias para os principais sistemas operacionais do mercado, Apple iOS e Google Android, e poderá ser acessada por tablets e smartphones.

A ferramenta criada pelo Departamento de Informática do SUS (DataSUS) oferece, de forma online, informações em saúde de uso pessoal e restrito a cada cidadão brasileiro, como o acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, acompanhamento do cartão de vacinação, lista de exames realizados, além de outras informações. O sistema também será uma forma de controlar a eficiência do trabalho prestado.

“O papel do novo aplicativo é conectar as pessoas com o SUS, dar informações sobre o serviço, disposição de serviços, lugar na fila, serviço mais próximo e qual solução para o problema que o cidadão tem. A cada serviço prestado, ele vai avaliar, e nós teremos oportunidade de buscar uniformidade na qualidade do SUS, na medida em que o serviço é de ação centralizada, e cada município é responsável pela execução das políticas do sistema e praticam essas políticas com qualidades diferentes. Poderemos recuperar aqueles municípios que estão com a avaliação mais baixa para buscar excelência”, explicou.

Com o aplicativo, o cidadão vai poder fazer denúncias online por meio da Ouvidoria do SUS (136). Nessa opção, o paciente pode relatar queixas de atendimentos, além de questionar possíveis atendimentos não realizados e que constam no cadastro do usuário do SUS.

Para o funcionamento do aplicativo e-Saúde, o Ministério da Saúde está interligando os sistemas de informação do SUS que já estão em funcionamento. A ferramenta conta com informações do Hórus, Hemovida, Cartão SUS, CNES, e-sus AB, Ouvidoria e Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI). Também foi feita uma parceria com o Google para permitir a publicação dos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, no Google Maps.

O Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES) informa que entrou no ar, na última quinta-feira, dia 1o de junho,o Aplicativo E-Saúde, um App criado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) do Ministério da Saúde que tem por objetivo oferecer informações em saúde de uso pessoal e restrito a cada cidadão brasileiro, tais como:acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde,acompanhamento do cartão de vacinação, lista de exames realizados, além de outras informações.

O aplicativo utiliza a tecnologia de geolocalização pela qual o cidadão localiza todos os serviços de saúde e as Ouvidorias do SUS disponíveis em sua área de abrangência.

Com o App, os usuários poderão fazer denúncias online, questionando atendimentos não realizados e que constam no histórico de registros das ações e serviços de saúde no SUS, tais como: nomes dos profissionais de saúde que o atenderam, o período, o nome do hospital e os procedimentos clínicos e cirúrgicos, disponibilizando ao cidadão mais uma ferramenta de participar da fiscalização e do aprimoramento do SUS.

Aplicativo E-Saúde nas Ouvidorias do SUS

As denúncias serão recebidas no Sistema OuvidorSUS pelo DOGES e encaminhadas para as Ouvidorias de referência.

Porém, no campo “Observação do cidadão” constarão informações técnicas, pois para o funcionamento do App E-Saúde,o Ministério da Saúde interligou os sistemas de informação do SUS tais como: Hórus, Hemovida, Cartão SUS, CNES, e-sus AB, Ouvidoria e o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI).

PEC das Eleições Diretas avança na Câmara dos Deputados

Na sessão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) desta terça-feira (20), o deputado Esperidião Amin (PP-SC), relator da PEC das Diretas, concluiu pela admissibilidade do texto (Proposta de Emenda à Constituição 227/16).

O deputado e membro da CCJ, Rubens Junior (PCdoB/MA), defendeu a votação da PEC embasado no Código Eleitoral. O artigo 224, parágrafo 4º, define que sempre que houver vacância, por qualquer motivo, sempre prevalecerá eleição direta. “São vários os motivos que orientaram o Poder Legislativo a votar nisso. Registro que o texto foi acrescentado pelo então relator da Reforma Política, em 2015, o deputado Rodrigo Maia, do Democratas (DEM). Naquela época não era oportunismo e sim fortalecimento do exercício da democracia direta, com aprovação do plenário da Câmara. Por que mudar de opinião? Oportunismo não é apreciar essa matéria e sim, mudar de posição sem nada que justifique”.

Na análise do parlamentar, a base governista iria “arrefecer os ânimos” e aprovar a PEC após o presidente Michel Temer ser absolvido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Nem escapar no TSE fez com que ‘baixasse a guarda’. Isso reforça que este governo está com os dias contados. Temer escapou da pauta eleitoral, mas está envolvido com pauta criminal, que é mais grave”, destacou Rubens Junior.

Em seguida, diversos deputados pediram vista do parecer apresentado pelo relator da matéria. Com isso, a discussão da proposta será iniciada após o prazo de duas sessões do Plenário.

A PEC prevê eleições diretas para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos, exceto nos seis últimos meses do mandato, quando a eleição continua sendo indireta, com os nomes escolhidos pelo Congresso.

Relatório

No parecer, Amin defende que a PEC não ofende o núcleo imodificável da Constituição, as chamadas cláusulas pétreas. “Ao contrário, prestigia um dos princípios basilares do Estado democrático de direito, qual seja, o da soberania popular”, disse Amin.

Na opinião do relator, a PEC, na verdade, amplia o alcance do voto direto e restringe a aplicação do voto indireto, que para ele deve ficar restrito aos casos de dupla vacância ocorridos no último semestre do mandato.

PEC do Senado

Amin lembrou ainda que, no Senado, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou, no último dia 31, por unanimidade, uma outra PEC que vai na mesma linha. A diferença é que pela PEC do Senado a eleição indireta poderia ocorrer em qualquer período do último ano do mandato e não apenas nos últimos seis meses.

“Destaco aqui que no Senado a CCJ vota a admissibilidade e o mérito ao mesmo tempo”, ressaltou Amin, ao defender a admissibilidade da proposta da Câmara.

O rito de análise na CCJ da Câmara é diferente do adotado pelo Senado. Na Câmara, após a aprovação da admissibilidade, a PEC é analisada por uma comissão especial, a ser criada com essa finalidade.

Constituição

Atualmente, a Constituição prevê eleição direta de presidente e vice-presidente em caso de vacância apenas nos dois primeiros anos do mandato. Nos dois últimos anos, a eleição é indireta, e os nomes são escolhidos em sessão conjunta do Congresso Nacional (513 deputados e 81 senadores).

Cunha avalia cenários para fechar delação com ou sem Janot na PGR

Preso no ano passado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) passou a discutir com advogados e familiares possíveis cenários no caso de uma eventual delação premiada.

Oficialmente, a equipe jurídica de Cunha nega a intenção do ex-presidente da Câmara de colaborar com as investigações. Mas o peemedebista tem discutido o tema com um grupo restrito de advogados.

No primeiro cenário, aliados de Cunha afirmam que, após a delação de Joesley Batista, ele quer se colocar como um “trunfo” ou um “ativo” para corroborar as revelações do dono da JBS em relação ao presidente Michel Temer e os principais peemedebistas envolvidos no acordo.

O problema desse cenário, afirmam aliados de Cunha, é que o ex-deputado teme que, mesmo fazendo revelações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não aceite a proposta de acordo, já que ele transformou Janot em seu principal adversário quando estava na presidência da Câmara.

Para o Planalto, por outro lado, o cenário ideal é que Cunha deixe para depois de setembro a oferta de delação premiada. O motivo: o mandato de Janot termina em setembro e cabe a Temer indicar o substituto.

A ideia do governo é indicar um procurador-geral “anti-Janot”, mais alinhado ao Palácio do Planalto.

Além da delação de Joesley, outro fator que fez Cunha passar a considerar a colaboração – mesmo negando oficialmente – é o avanço das tratativas do doleiro Lúcio Funaro com os investigadores.

Segundo o Ministério Público Federal, Funaro e Cunha atuaram juntos em diversos esquemas, como operações na Caixa Econômica Federal.

Na semana passada, Cunha contratou o advogado Delio Lins e Silva, que já fez outras delações na Lava Jato. Mas, ao Blog, o advogado negou ter sido contratado para negociar a delação de Cunha. “Não tenho preconceito, mas não existe tratativa de delação”.

Clínicas e estúdios devem bancar remoção de tatuagem de rapaz torturado

Nos últimos dias, após a repercussão da notícia da tortura de um rapaz de 17 anos, que teve a testa tatuada a força, clínicas estéticas e estúdios de tatuagem procuraram a família do jovem se oferecendo para fazer a remoção gratuitamente. Vando Rocha, tio do garoto, explica que diante das ofertas, eles ainda vão escolher qual a melhor opção. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo também se colocou a disposição da família e afirmou que vai garantir o procedimento por meio de um convênio com a Faculdade de Medicina do ABC.

“A prioridade é um local que faça o serviço com qualidade”, afirma Roberto Batista, representante do coletivo Afroguerrilha, responsável pela vaquinha que pretendia pagar pela remoção. Criada no sábado (10), dia seguinte ao da divulgação do vídeo feito pelo tatuador e um vizinho, a vaquinha virtual já havia arrecadado quase R$ 20.000 nesta segunda-feira (12), superando a meta de R$ 15.000.

Batista afirma que o dinheiro arrecadado será entregue para a avó e tio do garoto, com quem ele mora, que estariam passando necessidade financeiras, com abastecimento de luz e água cortados.

— Também vamos procurar o Ademilson de Oliveira, dono da bicicleta que o R.R. da Silva teria tentado roubar e motivou toda a agressão. A ideia é perguntar se ele tem interesse em uma bicicleta nova, e de que tipo.

Ademilson de Oliveira é deficiente físico e em entrevista ao Domingo Espetacular não confirmou a tentativa de roubo da bicicleta. “Eu fiquei sabendo pelo tatuador e vi o vídeo, mas nem vi o moleque em casa, porque cheguei tarde”, afirmou ele, que também disse ser contra a agressão.

— Acabou com a vida do moleque… como ele vai conseguir um trabalho daqui a uns dias?

Prisão

Maycon Wesley Carvalho dos Reis, de 27 anos, tatuador responsável pela frase “sou ladrão e vacilão” marcada na testa do jovem, e Ronildo Moreira de Araújo, de 29 anos, pedreiro e vizinho de Maycon passaram por audiência de custódia no sábado (10). Na ocasião, a juiza Inês Del Cid, da Vara Criminal de São Bernardo do Campo, decretou a prisão preventiva deles.

Ambos se encontram presos no Centro de Detenção Provisória da cidade, onde aguardarão julgamento. Eles respondem pelo crime de tortura, que pode levar a até 8 anos de prisão, podendo chegar a 10 anos caso o juiz responsável pelo caso avalie que a tatuagem caracterize lesão corporal grave.

Entenda o caso

Maycon Carvalo, Ronildo Moreira e Ademilson de Oliveira são todos moradores de uma pensão localizada no centro de São Bernardo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo o tatuador e o próprio jovem, R.R. teria entrado no imóvel para roubar a bicicleta do deficiente para a compra de drogas. O garoto de 17 anos é dependente químico, já foi internado três vezes e sofre de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, segundo o tio do garoto.

Flagrado pelo tatuador e o pedreiro, R.R. foi rendido e obrigado a pedir para ser tatuado na testa. O vídeo divulgado nas redes sociais mostra o rapaz acuado, sentado em um corredor da pensão, enquanto os agressores se divertem com a situação: “vai doer… vai doer!”, comenta o tatuador.

Após a divulgação do vídeo nas redes sociais, a família procurou o 3º DP de São Bernardo que localizou os agressores e os prenderam em flagrante.

Oh! O nome da delação é “premiada”

Agora, as críticas se generalizaram em razão dos benefícios que teriam sido concedidos aos proprietários do grupo empresarial JBS ou outras siglas no acordo de delação premiada.

São reclamações que vêm de todos os setores da sociedade; de alguns com maior ênfase, de outros, mais moderadas, todos numa onda gigante contra o Ministério Público Federal.

Não há argumentos nem análises sobre o fato de ser a delação uma negociação mesmo. Se não fossem pelos benefícios, não haveria delação. Deveria sobrepesar os benefícios trazidos à sociedade decorrentes das delações. Também, se de outra maneira eles surgiriam. Se de outra maneira figurões pegos em gravações seriam alcançados a tempo de sofrerem punições.

Antes das delações, até se poderia chegar ao andar de cima, mas apenas para dar uma aparência de funcionalidade aos órgãos jurisdicionais. Mas, os eventuais atos delitivos já estariam prescritos. Essa tal de prescrição sempre foi uma máquina da impunidade. Uma figura jurídica que 99% dos brasileiros não têm a vaga noção de como e por que ocorre. Era – e ainda é – utilizada por muitos, com bastante rococó dos aplicadores do direito, exatamente por ser desconhecida da sociedade.

Com as delações, começaram as prisões pelos intermediários. A inauguração veio com alguns diretores da Petrobras. Foram sumindo de hierarquia até chegar a ex-governadores de Estado. O brasileiro até já se acostumou e já aspira uma subida de patamar de ex. As delações estão chegando lá e isso deixa em polvorosa os envolvidos e até algumas figuras carimbadas do Poder Judiciário.

Por mais íntimos que sejam, colocar um aparelho e adentrar ao mais alto gabinete do Poder no país é um risco demasiadamente alto. Só mesmo um “falastrão” bem seguro de que transpassaria aquela fortaleza com qualquer nome que desse. Entrou “Rodrigo”, mas teria passe livre com qualquer nome. É o deboche institucionalizado no mais alto nível da República! E isso escancarado vale qualquer benefício.

As vozes estão lá. Pelos menos ultrapassamos a fase das negativas de vozes, ora porque estavam grogues por efeito de remédios, ou embriagadas por altas doses de álcool. Ainda aparecem algumas similares, como a venda de apartamento familiar, de vacas gordas ou com pedidos de empréstimos milionários. Daí em diante cada um desempenhe as suas atribuições.

Essa reação forte de alguns setores representativos da sociedade deixa cristalino que o próprio brasileiro se acostumou com a impunidade dos poderosos. Reclamam e são bravos apenas em redes sociais. Mas, reclamações do povão até é compreensível; de jornalistas e de artistas famosos só depois de uma consulta à Lei Rouanet; de outros agentes públicos, a Laja-Jato e outras delações se encarregarão; de advogados de defesa, a conta bancária falará por si; de membros do Poder Judiciário e de outros ramos do Poder Público é por pura inveja ou o futuro dirá.

P.S.: Como essa gente é ingênua de almoçar, viajar, dormir, pedir empréstimos de milhões;  subir e descer com malas de dinheiro por décadas;  e até receber gente desconhecida nas madrugadas. Como diz o comentarista esportivo Milton Leite: “Meu Deus!”

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

   Bacharel em direito

Homem-bomba: delação de Antônio Aragão pode ajudar ou implodir Dino

Depois de ser monitorado pela Polícia Federal por 70 dias, em tempo real, escamoteando dinheiro público destinado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), exclusivamente, para a administração de sete unidades hospitalares do Maranhão, o presidente o Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (Idac), Antônio Augusto Silva Aragão, foi preso na semana passada, em São Luís.

Segundo a PF, Receita Federal, Ministério Público Federal e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), mais de R$ 18 milhões teriam sido roubados pelo Idac, parte menor entre o último ano do governo anterior, de Roseana Sarney (PMDB), em 2014, e parte maior já durante o retorno da Oscip aos cofres da SES, entre 2015 e 2017. A CGU suspeita, inclusive, que o os aditivos aos contratos do governo Flávio Dino teriam sido celebrados, exclusivamente, com a finalidade de que a verba pública fosse surripiada pela organização criminosa.

Ocorre que, apesar da força-tarefa da Operação Remora apontar que o esquema teria abastecido até mesmo agentes políticos, responsáveis pelo apadrinhamento do Idac no regime comunista, apenas diretores do instituto foram parar atrás das grades até agora. Esse mistério, como era de se esperar, foi abraçado pelo secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, que passou a repetir que nenhum servidor da SES foi pilhado na operação.

Contudo, em tempos de delação premiada, a linha de defesa de Antônio Aragão pode determinar não apenas a sua saída do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas também o futuro do governador do Maranhão, que contratou o instituto de Aragão por duas vezes, sem licitação, e ainda aditou os dois contratos mesmo após auditoria do próprio regime comunista constatar que o Idac embolsava por fora até 30% dos contratos firmados com o governo anterior.

A maneira como Antônio Aragão responder aos questionamentos pela força-tarefa sobre como e quem participava do esquema pode livrar ou sepultar Flávio Dino, já descoberto pela Lava Jato, de vez.

No caso de uma delação delirante, em que o presidente do Idac acusaria o ex-secretário de Saúde e cunhado de Roseana Sarney, Ricardo Murad, de estar por trás de toda a Orcrim até hoje, e que ele é quem teria conseguido contratar e aditar os acordos de gestão entre a SES e o instituto até os dias atuais, sem que Marcos Pacheco e Carlos Lula soubessem de absolutamente nada, Flávio Dino confirmará ter um governo probo, honesto, incorruptível e que apenas falhou quanto à fiscalização da coisa pública nesses quase dois anos e meio de governo.

Todavia, se o homem-bomba abrir a boca e confessar que, da mesma forma que o Idac roubou dinheiro público da saúde estadual no governo Roseana, o esquema foi mantido pelo governo atual, inclusive com repasse de propina para membros do Palácio dos Leões que pretendem disputar as urnas em 2018, a próxima fase da Operação Sermão aos Peixes pode ser deflagrada diretamente no Palácio dos Leões. E a certeza dinista de impunidade estará sob a ameaça de ser finalmente trancafiada.

O que é urgente para você?

Segundo documento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. A pesquisa mais recente, publicada em 2014, constatou ainda que, em 2,1 milhões de domicílios, pelo menos uma pessoa passou um dia inteiro sem comer pela falta de dinheiro para comprar comida.

Toda ação é importante para ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que passam por esse desafio. Na maioria das vezes, para muitas famílias, a Solidariedade é o único recurso. Por isso, além de todo o trabalho diário que realiza em suas 81 unidades de atendimento, a Legião da Boa Vontade (LBV) promove ações permanentes em apoio às populações que padecem. Umas das iniciativas é a campanha Diga Sim!, por meio da qual a LBV mobiliza a sociedade a fazer doações e, mediante os recursos, entrega, neste período do ano, cestas de alimentos para famílias que enfrentam a seca e sofrem com a desigualdade social em várias regiões do País. A campanha, nesta edição, tem como slogan “O que é urgente para você?”e chama a atenção da sociedade para o que é prioridade para as famílias que dependem do alimento para sobreviverem ou de, pelo menos, um cobertor para que estejam aquecidas no inverno.

A LBV tem como meta entregar, nos meses de maio a julho, 11 mil cestas de alimentos, contendo itens básicos e que estejam de acordo com os costumes regionais, para famílias nos seguintes Estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins; e 15 mil cobertores no Distrito Federal e nos Estados do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

As doações para a campanha podem ser feitas acessando o sitewww.lbv.org/digasim, pelo 0800 055 50 99 ou, ainda, diretamente em uma das unidades da Instituição (ver endereços no sitewww.lbv.org).

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