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Saiba qual exercício faz viver mais

Fazer atividade física regularmente, independente de qual e quanto, sempre traz benefícios para a saúde. Mas, de acordo com um estudo recente, um tipo específico de exercício pode contribuir não só para a boa forma, mas também para a longevidade. Publicada no periódico científico Cell Metabolism, a pesquisa sugere que o famoso HIIT (High-Intensity Interval Training, algo como treinamento de intervalo de alta intensidade) pode alterar mudanças relacionadas ao envelhecimento em nível celular.

O HIIT baseia-se em uma técnica similar ao que era chamado de treino de “tiro”. Ou seja, combina exercícios de alta intensidade (corrida em esteira, bicicleta ergométrica, saltos sobre caixas de madeira e movimentos usando o peso do próprio corpo, entre outros) com intervalos de até cinco minutos de repouso. Os principais resultados dessa técnica são: redução mais rápida de peso e melhora no condicionamento físico. Em meia hora de atividade, são gastas aproximadamente 400 calorias. Uma sessão de musculação moderada queima a metade disso no mesmo tempo.

O estudo

Agora, além de todos esses benefícios, cientistas concluíram que o HIIT também pode te ajudar a viver mais. No estudo, pesquisadores mediram o índice de massa corporal (IMC) e os níveis de insulina de dois grupos de participantes, um mais novo, com idades entre 18 e 30 anos e outro mais velho, de 65 a 80 anos. Em seguida, os voluntários foram divididos em três equipes, de acordo com o tipo de exercício que deveriam fazer, segundo informações da revista americana Time. 

Benefícios da atividade física

O primeiro grupo deveria seguir um treino HIIT com bicicleta, o segundo um treinamento de resistência que incluía levantamento de peso e, o terceiro, uma combinação dos dois. Os resultados mostraram que todos os exercícios melhoraram o condicionamento físico das pessoas e aumentaram sua sensibilidade à insulina.

Como já era de se esperar, o treinamento de resistência foi o que mais aumentou a massa muscular. Já o HIIT e o combinado melhoraram a capacidade aeróbica dos participantes.

Como o HIIT contribui para a longevidade

No entanto, no que diz respeito a alterações em nível celular, o HIIT foi o que trouxe maior benefício. Segundo os pesquisadores, os participantes que seguiram esse treinamento apresentaram melhora no declínio relacionado com a idade nas mitocôndrias musculares, parte responsável por gerar energia às células. O treino também pareceu aumentar a produção de proteínas nas células, algo importante para o bom funcionamento do corpo e que normalmente diminui durante o envelhecimento. O interessante é que esses benefícios foram observados nas pessoas das duas faixas etárias.

Embora esses sejam resultados preliminares, eles fornecem uma visão sobre como o exercício pode melhorar a saúde de uma pessoa, mesmo entre idosos.

Histerectomia: Entenda como funciona e quando é indicada a retirada do útero

O útero é fundamental para a vida reprodutiva da mulher, porém este órgão frequentemente é alvo de patologias que trazem muitos problemas para a saúde.

Dependendo do caso, a única solução é o procedimento de histerectomia, ou seja, a retirada do órgão que pode ou não incluir também a remoção das trompas e ovários. Ainda um assunto que desperta certo desespero entre as mulheres, o procedimento é utilizado tanto para tratar determinadas doenças como miomatose, hemorragias, prolapso uterino, endometriose como também pode ser uma medida preventiva para amenizar os avanços de um câncer no colo do útero.

Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, especialista neste tipo de procedimento, existem três tipos de cirurgias de histerectomia possíveis de serem realizadas:

– Histerectomia abdominal: Considerada a mais tradicional, pode ser feita com o mesmo tipo de corte utilizado na cesárea ou com uma incisão longitudinal, para úteros mais volumosos. Este procedimento, apesar de mais utilizado, é mais doloroso, causa mais desconforto e exige mais tempo e cuidados na recuperação da paciente.

– Histerectomia por videolaparoscopia: Neste caso é necessário o uso de anestesia geral. São feitas pequenas incisões no abdômen da mulher para a passagem de algumas pinças longas que serão utilizadas durante a cirurgia para soltar o útero e o médico consegue acompanhar através do vídeo todo o movimento necessário. Após a liberação do útero a paciente é colocada em posição ginecológica para que o órgão seja retirado pela vagina. É obrigatório anestesia geral e o colo uterino é normalmente deixado, pois há uma dificuldade técnica para sua remoção por videolaparoscopia.

– Histerectomia vaginal sem prolapso uterino: Menos invasiva, este método é utilizado para todos os casos de mulheres, mesmo as que nunca tiveram filhos. O tamanho do útero também não é mais problema, pois mesmo úteros volumosos, de até 1 quilo, são passíveis de serem retirados por via vaginal. Sem cicatrizes, com menos desconforto e com recuperação mais rápida.

“Na histerectomia vaginal o colo uterino sempre é retirado, mas os ovários são preservados para que a função hormonal da mulher seja mantida. Porém, em casos de cistos ovarianos e tubários também podem ser retirados sem problema algum”, esclarece o especialista.

O ginecologista explica que mesmo com a retirada do útero, a produção hormonal feminina permanece inalterada. Além disso, não há também interferência no ganho ou perda de peso do corpo da mulher como muitos acreditam.

Sobre a diminuição da libido, o ginecologista alerta. “O prazer sexual não é alterado. O útero não tem função sexual. Se algo alterar será para melhor, pois a mulher terá a possibilidade de ter relações tranquilamente, sem sangramentos ou desconfortos do útero miomatoso, antes existente”.

Sobre o especialista

Doutor Elvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino (sem necessidade de corte abdominal) e está atualizado com as últimas técnicas cirúrgicas como sling vaginal. Realiza pré-natal especializado e atua em gestações de alto risco.

nformações à Imprensa

Máxima Assessoria de Imprensa

Iniciativa inédita disponibiliza testes genéticos para doenças hereditárias da retina

O Brasil é o segundo país a receber o Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina, promovido pela Spark Therapeutics, empresa global de terapia genética. A iniciativa, lançada nos Estados Unidos no ano passado, tem como objetivo proporcionar acesso a médicos e seus pacientes elegíveis ao teste genético para genes relacionados a certas formas de doenças hereditárias da retina (IRD), um grupo de doenças nos olhos que afeta mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.

Maria Julia Araújo, 60 anos, teria deixado para trás o fantasma da cegueira se, aos 14 anos, soubesse que iria ter problemas reais de visão somente depois dos 50. Julia é paciente de retinose pigmentar, uma doença hereditária da retina (IRD), e passou praticamente a vida toda se preocupando com uma possível perda repentina da visão. Hoje, presidente da associação Retina Brasil, auxilia outros pacientes a buscar o diagnóstico preciso de sua doença e aposta no Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina como um avanço bem-vindo. “Hoje, os testes genéticos não são acessíveis por causa do alto custo dos serviços particulares”, afirma Júlia. “Essa iniciativa pode proporcionar aos pacientes informações que os auxiliarão a planejar a vida de acordo com a evolução de sua doença, como escolher uma profissão mais adequada a uma pessoa de baixa visão ou antecipar o aprendizado de braile.”

Estima-se que quase 7 milhões de pessoas no Brasil tenham alguma forma de deficiência visual, incluindo mais de 500 mil com cegueira total. As doenças hereditárias da retina são um grupo heterogêneo de doenças raras causadas por mutações genéticas e podem resultar em perda progressiva da visão ou cegueira total. Apesar de raras, as IRDs mais comuns incluem coroideremia, amaurose congênita de Leber e retinose pigmentar. O início, progressão e gravidade dos IRDs são muito variáveis e difíceis de predizer. O exame genético pode dar uma ideia de como a doença vai se desenvolver. “Ser capaz de usar um diagnóstico para identificar a variante genética subjacente à deficiência visual pode fornecer informações valiosas tanto para o médico quanto para o paciente sobre a natureza de sua doença”, diz Juliana Sallum, médica, PhD e professora associada em oftalmologia e genética na Unifesp, em São Paulo.

Passo a passo – O Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina tem o apoio de um conselho consultivo de médicos brasileiros em quatro centros de referência – Inret Clínica e Centro de Pesquisa, em Belo Horizonte; Clínica Vista Oftalmologia, em Porto Alegre; Instituto de Olhos Carioca, no Rio de Janeiro, e Instituto de Genética Ocular, em São Paulo. Esses especialistas darão assistência aos médicos sobre a iniciativa para os pacientes elegíveis com IRDs.

O processo é simples: o paciente consulta seu oftalmologista. Caso tenha sintomas ou o diagnóstico de coroideremia, amaurose congênita de Leber ou retinose pigmentar, seu médico pode entrar em contato com um dos centros de referência e confirmar sua elegibilidade ao programa, de acordo com os termos e condições da iniciativa. O médico receberá um kit de coleta e enviará a amostra de seus pacientes para um laboratório brasileiro independente, que fornecerá – entre 4 e 6 semanas – os resultados dos exames sem nenhum custo.

“Estamos orgulhosos de lançar essa importante iniciativa para as pessoas com IRDs no Brasil, para apoiar a comunidade médica na adoção de diagnósticos precisos, com embasamento genético”, ressalta Jeffrey D. Marrazzo, CEO da Spark Therapeutics. O Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina também deve ser lançado na Argentina e na Europa nos próximos meses.

Saiba mais:

Centros de referência:

Belo Horizonte: Inret Clínica e Centro de Pesquisa – inret.com.br
Rio de Janeiro: Instituto de Olhos Carioca – ioca.med.br
São Paulo: Instituto de Genética Ocular- institutodegeneticaocular.com.br
Porto Alegre: Vista Oftalmologia – vistaoftalmologia.com.br

Associações de pacientes parceiras da iniciativa:

Retina Brasil: retinabrasil.org.br
Retina São Paulo: retinabrasil.org.br/site/retinasaopaulo
Retina Rio: retinabrasil.org.br/site/retina-rio

Sobre as doenças hereditárias da retina (DHRs) – As doenças hereditárias da retina são um grupo de distúrbios oculares raros causados por várias mutações genéticas hereditárias e podem resultar em perda progressiva da visão ou cegueira total e têm como característica a degeneração progressiva da retina e a diminuição significativa ou perda total da visão. O início, progressão e gravidade da doença também são muito variáveis e difíceis de prever.

As mais comuns:

Coroideremia – é uma forma recessiva, ligada ao cromossomo X, de degeneração da retina hereditária. Provoca perda gradual da visão, começando com a cegueira noturna na infância, seguida pela perda de visão periférica e progredindo para a perda da visão central mais tarde na vida.

Amaurose congênita de Leber – é caracterizada pela perda grave de visão desde o nascimento. Uma variedade de outras anormalidades relacionadas com o olho, incluindo movimentos oculares inadequados e sensibilidade à luz também podem ocorrer.

Retinose pigmentar – Grupo de doenças degenerativas da retina, envolve dezenas de genes e provoca dificuldades de visão progressiva.

Ouvidoria do SUS produzirá aplicativo de Celular para Otimizar participação dos cidadãos

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (Doges/SGEP/MS), está desenvolvendo um aplicativo para a plataforma Android e iOS. Ou seja, um recurso destinado a dispositivos mobile, como smartphones e tablets, conectados à Internet, que tem previsão de lançamento para o segundo trimestre deste ano. Depois de pronto o cidadão poderá fazer denúncias, reclamações, elogios, sugestões e acessar informações sobre as ações e programas do Ministério da Saúde através do aparelho celular.

O objetivo do aplicativo é consolidar como um canal de participação social e, ampliar ainda mais o acesso do cidadão aos seus serviços, reafirmar o direito à saúde e qualificar a gestão participativa do Sistema Único de Saúde. O cidadão que tem o Cartão SUS Digital, que é igual ao cartão físico, já terá seus dados pré-cadastrados, precisando apenas de confirmar ou ajustá-los.

Para a secretária SGEP, Gerlane Baccarin, a ferramenta vai aumentar a transparência da gestão e estimular o controle social, além de facilitar ainda mais a vida de quem deseja dialogar com o Ministério da Saúde. “A ideia é torná-la mais interativa possível, onde o cidadão consiga tirar suas dúvidas rapidamente, além de apoiar a gestão e estimular o exercício do controle social”, afirmou.

Serviços – Além de cadastrar e acompanhar sua manifestação, o aplicativo permitirá que o cidadão, a partir de seu celular, envie fotos e filmes, tire dúvidas sobre determinada doença, bem como acessar as perguntas mais frequentes registradas pela Ouvidoria do SUS. Permitirá ainda que o usuário faça a avaliação do aplicativo, – recurso que vai ajudar a aprimorar, inclusive as ofertas de serviços.

Canais de entrada – Hoje o Doges disponibiliza diversos canais democráticos de comunicação entre a população e o Ministério da Saúde, para que o cidadão se manifeste. Um deles é a carta. O cidadão pode escrever e enviar para o endereço citado nesta matéria (abaixo). O cidadão também pode usar a Internet ou o telefone,- o Disque Saúde 136, que também são canais de interlocução.

Disque Saúde 136 – É o canal de comunicação mais divulgado. O serviço funciona 24 horas. De segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 20h, o usuário pode falar diretamente com um atendente para obter informações em saúde e registrar sugestões, solicitações, denúncias, elogios, informações e reclamações no âmbito do SUS. Aos sábados, os teleatendentes estão disponíveis das 8h às 18h. Fora desses horários, é possível utilizar o atendimento eletrônico, próprio para a disseminação de informações. A ligação é gratuita e pode ser originada de telefones fixos, públicos ou celulares, de qualquer local do país.

Atendimento aos usuários do SUS:

– Correios: SAF Sul, Quadra 2, Lote 5/6, Edifício Premium, Torre I, 3º andar, sala 305 – Brasília-DF CEP: 70.070-600.

– Internet: Portal da Saúde

– Telefone: 136 (Disque Saúde)

Por Tania Mello
Nucom/SGEP/MS

Espinhas? Chocolate não é o vilão da páscoa, explica dermatologista

Impossível não relacionar a chegada da páscoa com a alta temporada de chocolates. Um mito comum nesta época é acreditar que comer chocolates impulsiona o surgimento de espinhas. O médico Gilvan Alves, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, assegura que saber escolher qual chocolate ingerir é fundamental para manter a saúde da pele.
“O chocolate não dá espinha, ele não é o vilão. O que estimula a produção de óleo das glândulas sebáceas, piorando o quadro de tem tendência, é o açúcar refinado e o leite de vaca presentes no chocolate”, explica o dermatologista.
Para manter a pele saudável e sem problemas, a indicação médica é priorizar sempre os chocolates com maior concentração de cacau e menos leite, como os mais amargos, por exemplo. “Se você comer um cacau inteiro, não vai surgir nada de ruim na sua pele. Isso é a prova de que chocolate não causa espinha, mas sim os ingredientes que ele pode conter”, ressalta.
Considerando o açúcar e o leite como os causadores de problemas, o médico explica ainda que o chocolate branco não é recomendado para quem quer evitar transtornos com a qualidade da pele. Isso por que o chocolate branco não contém cacau, e sim manteiga de cacau, açúcar e leite.
Apesar de não existirem estudos que comprovem a relação entre comer chocolate e ter espinhas, o médico alerta que são necessários cuidados especiais para quem já tem propensão a acne. “Quem já possui um quadro de acne deve evitar a ingestão de doces que contenham alto teor de açúcar e leite de vaca”, orienta Gilvan.

Preguiça é nosso mal maior

Como se define alguma característica pela qual um povo fica conhecido mundialmente talvez ninguém saiba ao certo. Mas, eles adquirem suas marcas.

Os britânicos ficaram famosos pelo cumprimento rigoroso de horário. Argentinos ficaram conhecidos pelo orgulho de serem o que não são. Franceses, pela secura com que tratam os povos “menores” do mundo todo. E os brasileiros são conhecidos mundo afora pela preguiça e expertise, versão light de desonestidade. Se cada povo faz jus à fama ou não, impossível se saber, mas sobre nós é possível destacar alguns pontos.

Existe a preguiça de fato, de ação, mas ela parece ser mais reflexiva e antecedida de uma descomunal preguiça mental.

Nossa primeira manifestação de preguiça está na quantidade de jovens grávidas por conta da preguiça de se prevenir, de usar os métodos contraceptivos. E aí a incidência maior está nas camadas sociais mais baixas mesmo. Em qualquer reportagem sobre incêndios, violência, desapropriação de terrenos em comunidades é inevitável a presença de muitas, mas muitas crianças. E a causa de fundo é a preguiça de se precaver, mulheres e homens, sem se importarem com as consequências graves que vêm depois.

Outra demonstração clara de apatia aparece nos sorrisos cobertos com mãos-bobas para não expor a falta dos dentes. O desânimo da criança foi antecedido pelo dos pais, que não cobraram nem ensinaram a fazer a escovação correta e que ela é necessária para evitar cáries e outras complicações, além de esteticamente mais agradável.  O cuidado bucal evita até a dor de dente aguda.

Procurem saber dentre os familiares mais próximos quantos levam as crianças ao dentista, quem exige que usem fio dental e escovem os dentes após as principais refeições.

Mas, sem descer a detalhes por falta de espaço, esse desânimo leva a todo tipo de descuido. Na casa do brasileiro todo utensílio falta um pedaço ou está quebrado. Vale desde as dobradiças dos móveis, passa por paredes riscadas, sofás emendados, pratos, xícaras e tudo o mais com pedaços arrancados. Quem tem chuveiro a gás não reaproveita a água porque falta coragem de colocar um balde enquanto a água esquenta.

E sai do campo individual e atinge à coletividade. A rua é carente de árvore porque falta disposição para plantar uma na frente da casa.

Também se expande para todas as áreas. Mesmo pessoas pós-graduadas escrevem errado nas redes sociais pela indolência de não olhar a palavra certa acima, no mesmo “post”.

Nas competições esportivas internacionais os nossos resultados são pífios. Jogamos sempre por entretenimento, por brincadeira. Não se treina para valer, nem se aprimora e não se tem compromisso com a busca dos resultados. Nesse ponto, a demonstração é que surge um atleta de ponta sempre como exceção. Gustavo Kuerten, Cesar Cielo, Fabiana Murer são exemplos… No próximo texto abordarei outros sintomas da preguiça.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

    Bacharel em direito

Obesidade e depressão: no Dia Mundial da Saúde a discussão é sobre dois dos principais males que acometem o brasileiro

O Dia Mundial da Saúde é comemorado nesta sexta-feira, 7 de abril, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu a depressão como o tema da campanha de 2017. Um transtorno que pode surgir em qualquer idade e em qualquer etapa da vida – estima-se o número de 350 milhões de pessoas com depressão no mundo atualmente -, acomete de forma mais intensa alguns grupos, como, por exemplo, o de obesos. Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamentos para emagrecer apresentam algum grau de depressão. É por isso que recomenda-se que o combate à obesidade seja feito de forma multidisciplinar, sempre contando com a presença de um psicólogo na equipe.

O Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica (RJ), criado em 2010 pelo médico Cid Pitombo, implementou o acompanhamento de psicólogos no período pré-operatório e por pelo menos dois anos após a cirurgia.

“É um trabalho de resgate desses pacientes, realizado com muita dedicação e seriedade por toda a equipe. Devolvemos à sociedade o paciente antes obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva”, conta o coordenador do Programa, o médico Cid Pitombo.

A psicóloga Jacqueline Machado é quem coordena esse trabalho no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

“O paciente obeso chega, na maioria dos casos, com baixa autoestima, vítima de preconceitos, muitas vezes sem trabalho, com problemas nos relacionamentos e dificuldades até mesmo para fazer sua higiene pessoal. Trabalhamos com eles a mudança de pensamento. A mudança de hábitos precisa começar antes de algo tão radical como um procedimento cirúrgico”, explica a psicóloga.

Assim como a OMS recomenda falar mais e coletivamente sobre depressão para aprender a detectá-la, os encontros dos pacientes candidatos a cirurgia bariátrica pelo SUS no Rio de Janeiro são feitos em grupo, para que todos se apoiem, uma vez por semana.

“A comida não é somente alimento para essas pessoas. Cumpre com frequência a função de antidepressivo, ansiolítico e até de companhia. A mudança é mesmo difícil e precisa ser feita para que a operação aconteça num corpo saudável, para que a recuperação seja rápida, dentro de um processo integrado de consciência e saúde”, destaca Jacqueline Machado.

A média mensal de atendimentos ambulatoriais do Programa é de 2.000 pacientes, sendo 40 operados a cada 30 dias. Ao todo, mais de 1.600 pessoas já passaram pelo procedimento, com taxa de sucesso de 99% – eficiência equivalente aos principais centros mundiais de cirurgia.

Resultado não demora – Estudo inédito feito pela equipe do dr. Cid Pitombo apontou que a vida sexual e financeira dos ex-gordinhos só melhorou após a cirurgia. Cerca de 40% dos pacientes afirmaram que a vida sexual passou de ruim para muito boa. Outros 14% disseram que a vida entre quatro paredes passou de boa para muito boa. Os novos magrinhos também relataram aumento de mais de 30% na renda familiar. Foi ouvida amostra de pacientes do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica, homens e mulheres, entre 20 e 50 anos, moradores de todo o Rio de Janeiro.

Pitombo é editor-chefe do livro ‘Obesity Surgery: principle and practice’, referência mundial no assunto, da editora McGraw-Hill.

Trabalho e amamentação: você conhece os direitos garantidos por lei?

Closeup of Mother Breast Feeding Her Baby

São Paulo, 3 de abril de 2017 – São direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente: toda criança tem direito ao aleitamento materno e toda mãe tem o direito de amamentar seu filho. Porém, como a amamentação deve funcionar nas empresas após o período de licença maternidade e quais são os direitos garantidos por lei?

Toda mulher tem garantida por lei uma licença maternidade, que é um afastamento remunerado do trabalho, de, no mínimo, 120 dias e, no máximo, 180 dias a partir do oitavo mês de gestação. Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o bebê deve ser amamentado por no mínimo 6 meses. Ou seja, quando a mãe tem direito aos 180 dias de licença, o bebê consegue ser amamentado no período recomendado pela OMS. Mas quando isso não acontece, a mãe deve se organizar para continuar a oferecer o leite materno ao bebê.

Segundo a Dra. Luciana Dessimoni, sócia no escritório Nakano Advogados Associados, as mães, ao retornarem ao trabalho após o período de 120 dias, têm garantido por lei o direito de fazer dois descansos remunerados de 30 minutos por dia para amamentar seu bebê até que ele complete seis meses de idade. “Os pais adotivos têm os mesmos direitos dos pais biológicos”, lembra a especialista.

A Dra. Luciana ainda salienta que se a empresa ou entidade empregadora tiver no mínimo 30 funcionárias, ela é obrigada a oferecer um espaço como berçário. Não existindo essa opção no local, a funcionária deve ser autorizada a sair do trabalho para ir amamentar seu filho.

“Sabemos que, na prática, é muito difícil que uma mãe consiga sair do trabalho, ir em casa, amamentar, e voltar ao trabalho em 30 minutos. Por isso, a colaboradora pode pedir à empresa a junção desses dois descansos de meia hora garantidos por lei, de forma que possa ficar afastada do emprego por 1 hora, podendo iniciar ou terminar sua jornada uma hora mais cedo”, explica a advogada.

Caso seja esse o esquema acordado, é recomendado que empresa e colaboradora assinem um documento especificando o critério de descanso acordado para a amamentação. “Este documento deve ser guardado nos arquivos que a empresa mantém da funcionária para eventual apresentação à fiscalização trabalhista”, conclui.

A Dra. Luciana Dessimoni, do Nakano Advogados Associados, está à disposição para comentar o tema com a Imprensa.

Sobre a Dra. Luciana Dessimoni – Advogada especializada em Direito do Trabalho na área de saúde, sócia do escritório Nakano Advogados Associados. Pós-graduada em direito internacional do trabalho pela Faculdade Tancredo Neves e atuante no direito trabalhista em saúde, seja em defesa do trabalhador, da empresa ou do profissional de saúde.

Sobre o escritório Nakano Advogados Associados – Fundado em 2010 e sediado em São Paulo (SP), com unidade parceira em Barueri (SP), o escritório Nakano Advogados Associados atua exclusivamente na área do Direito à Saúde, desde Direito médico, odontológico, hospitalar e previdenciário até tributário e trabalhista na Saúde, bioética e biodireito. Sua expertise e atendimento especializado são voltados aos pacientes, profissionais e instituições da saúde. Sua equipe comprometida atende com eficiência diferentes conflitos com segurança, transparência e humanidade, respeitando a dignidade do ser humano e o direito à vida

Informações à Mídia
Agência Comunicado
Caroll Almeida/ Camila Marques/ Natalia Pereira/ Cecilia Loreto Mack
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Preciso mesmo tomar vacina? Quando a decisão pessoal chega à saúde pública

O que o surto de doenças como caxumba e sarampo em países desenvolvidos e o surto da febre amarela no Brasil têm em comum? A forma de transmissão da doença é diferente (febre amarela depende do mosquito e as outras são transmitidas via contato), mas todas são creditadas à falta de vacinação de parte da população.

No caso do Brasil, grande parte da população em áreas onde há risco de contrair a doença não estava vacinada, o que facilitou a proliferação da doença.

O crescente movimento anti-vacinação –em que os pais optam por não vacinar seus filhos– nos EUA e na Europa é considerado pela comunidade científica como responsável pela volta de doenças erradicadas há tempos, como o sarampo.

Os riscos de não cumprir o calendário de vacinação de crianças e adultos podem ser de sequelas graves e até a morte, para quem não toma a vacina e também para vítimas de doenças que haviam sumido.

O ato de vacinar não é só um ato de você cuidar da sua saúde, mas da de quem está em volta. Posso adoecer meu irmão mais novo, meu avô, que são pessoas que tem o sistema imune mais baixo.”

Carla Domingues, do Ministério da Saúde

Para as doenças de vacinação infantil obrigatória, o Brasil tem uma cobertura de 95%, mas para doenças como HPV e febre amarela (recomendada para 3.500 municípios), por exemplo, a porcentagem é bem menor. Nas áreas endêmicas em Minas Gerais, por exemplo, 47,4% dos municípios tinham menos da metade do público alvo vacinado em 2016.

A disparidade de vacinação também atinge outras doenças, como hepatite A e até mesmo poliomielite. No caso da primeira, os dados preliminares do Ministério da Saúde mostram que a maioria dos municípios não alcançou 95% das crianças até um ano vacinadas em 2016. Em relação à poliomielite, os dados mostram que 62,12% dos municípios estão abaixo da meta.

Lugares com menos de 90% das pessoas vacinadas não são consideradas protegidas e as doenças podem se espalhar.

Mesmo que no Brasil uma doença como o sarampo esteja erradicada (não há casos de contágio dentro do país), outros países ainda têm a doença. No caso da poliomielite, ainda existente no Paquistão, Afeganistão e na Nigéria, a mesma coisa.

Noorullah Shirzada/AFP

 

Agente de saúde aplica vacina contra a poliomielite em criança afegã

“Posso não ir ao Paquistão, mas encontrar com alguém de lá em Paris ou mesmo no Brasil. Hoje com esse fluxo de pessoas, posso ter contato com uma pessoa doente sem saber”, diz Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

Movimento anti-vacinação

Por aqui, o movimento anti-vacinação é considerado pequeno pelo Ministério da Saúde em comparação a desafios como expandir a vacinação do calendário infantil para a imunização de 95% de adolescentes e adultos. Mas estudos nos últimos 15 anos mostram uma tendência de rejeição à vacinação em São Paulo, por exemplo.

Eu li bastante coisa e o que falava era a vacina protege até a página 2. Ela pode diminuir o efeito de uma doença. Eu entendo que o corpo combater uma doença é você ter imunidade. Se a imunidade está alta, não tem problema”

Valéria*, que escolheu não dar algumas vacinas para o filho de 4 anos e meio

Mãe de gêmeas de 3 anos que nunca vacinou, Maria*, 26, também questiona a vacinação. “O pai delas não foi vacinado, tem 34 anos”, diz. “Doenças como a poliomielite, que já está erradicada no Brasil, os casos de paralisia são muito raros, mesmo em quem contrai a doença é só 1% que fica com paralisia”, diz.

Trump e a vacina

Nos Estados Unidos, o debate sobre a obrigatoriedade da vacinação e o movimento pró-escolha ganhou mais força com a eleição de Donald Trump à presidência.

Declarações feitas pelo advogado Robert Kennedy Jr. de que Trump iria criar uma comissão para estudar a segurança das vacinas e a integridade científica levou a revista Nature a publicar um editorial defendendo as pesquisas científicas existentes sobre o tema.

Segundo a revista, em 2014, o sarampo afetou 667 pessoas nos EUA, principalmente as que não foram vacinadas. Em 2011, foram 16 surtos de sarampo, 107 pessoas afetadas e um gasto de US$ 5,3 milhões aos cofres públicos americanos.

Além de tuitar em 2014 sobre a ligação entre vacinas e autismo, Trump se encontrou com Andrew Wakefield, médico britânico com licença cassada cujo estudo associando a vacina tríplice a autismo foi rechaçado pela comunidade científica por conter erros.

O editorial da Nature cita uma pesquisa realizada em 2015 com 95 mil crianças que provou não haver evidência alguma de que a vacina tríplice eleva o risco de autismo, mesmo entre crianças com histórico familiar da doença.

Até que ponto é uma decisão individual?

Getty Images

Cobertura de vacinação infantil no Brasil é de 95%. Desafio do Ministério da Saúde é expandir para adolescentes e adultos

Uma criança saudável precisa se vacinar? Segundo os especialistas ouvidos pelo UOL, sim. A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, enfatiza que “o que faz o corpo se proteger são os anticorpos, que é o que a vacina faz você produzir”. Ela lembra que até os atletas têm um calendário específico de vacinação. “Quer mais bem alimentado e mais saudável do que atleta?”

A maior parte das vacinas contém o antígeno morto. O antígeno enfraquecido está em vacinas como sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, rotavírus e varicela. “O antígeno vivo ou morto vai confundir o sistema imunológico, que vai achar que é o vírus ou a bactéria de verdade e vai produzir anticorpo. Quando você entrar em contato com o verdadeiro que causa a doença, você já tem anticorpo”, explica Isabella.
Atualmente, são 14 vacinas no calendário do Ministério da Saúde para crianças, oito para adolescentes e adultos, e cinco para idosos. Todo ano no mês de janeiro o calendário é revisto e geralmente ampliado.

A vacinação em dia é condição para receber o Bolsa Família até a criança completar 7 anos. Não há uma regra de punição para pais que não vacinam, o Ministério da Saúde prefere focar no convencimento. No entanto, em 2013, os pais de duas crianças foram obrigados a vacinar os filhos pelo Conselho Tutelar.

A questão é que a vacina é uma ferramenta de saúde pública, pois não apenas protege a pessoa imunizada, mas reduz a chance de exposição a uma doença da população a seu redor. Um caso comum é o de adolescentes que carregam a meningite, mas não ficam doente e acabam infectando outras pessoas. A vacina contra a meningite tem validade de 5 anos.

São poucos os casos em que não é recomendável tomar vacina, como quem tem doenças autoimunes ou doenças graves, cujos pacientes precisam consultar o médico para saber se pode tomar vacina, além de pessoas alérgicas a ovo, que não podem tomar algumas vacinas de vírus atenuado.

Se cinco pessoas não tomaram vacina é uma coisa. Se mil não tomarem, a gente vai acumulando os bolsões suscetíveis e é um prato cheio para vírus e bactérias entrarem e começa surto das doenças de contato pessoa a pessoa” Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde

Argumentos contra vacinas

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Mitos e verdades sobre vacinas15 fotos

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Vacina pode ter efeitos colaterais. VERDADE: Os efeitos colaterais mais comuns são dor no braço, vermelhidão e inchaço onde foi aplicada a vacina. Também podem ocorrer febre ou mal-estar passageiro. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar sintomas parecidos com os da própria doença. Isso acontece pelo fato de a vacina ter em sua composição um vírus enfraquecido, mas incapaz de transmitir a enfermidade. Em casos mais extremos, porém muito raros, pode causar choque anafilático Imagem: Thinkstock

  • Um dos argumentos a favor de que as crianças não sejam vacinadas de acordo com o calendário do Ministério da Saúde é que ele faz com que muitas vacinas sejam dadas de uma só vez, sobrecarregando o sistema imunológico.

A pediatra homeopata Liliane Azambuja, do Centro Clínico da PUC do Rio Grande do Sul, relaciona a quantidade de vacinas dadas na primeira infância ao aumento de doenças alérgicas e autoimunes. Para ela, a vacinação poderia ser mais espaçada.

No entanto, a ideia é controversa. Isabela Balallai considera que a vacina ajuda o sistema do bebê. “A criança precisa de estímulo para sistema imunológico. Você tem muito mais risco de se expor a agentes infecciosos num shopping do que com uma vacina.”

  • A existência de metais como o alumínio nas vacinas também é questionada e apontada como fonte de efeitos colaterais.

Reinaldo de Menezes Martins, consultor científico da Fiocruz Bio-Manguinhos, maior laboratório brasileiro de vacinas, diz que o alumínio pode causar reação e dor locais, mas são eventos transitórios.

  • Outro argumento é que não há testes depois que são colocadas no mercado.

O especialista da Fiocruz explica que após uma vacina entrar no mercado são feitos estudos de pós-comercialização, que avaliam os eventos adversos raros, que podem ter passado desapercebidos durante as fases de estudo clínico, e também o impacto da vacina na incidência da doença.

“Quando o Ministério da Saúde define uma vacina para entrar no calendário nacional de vacinação é porque essa doença tem uma carga muito importante. Ela tem elevado número de óbitos, internações, complicações como surdez, cegueira, paralisia, problemas respiratórios, neurológicos”, diz Carla, do Ministério da Saúde.

“Vão evitar que as pessoas adoeçam, vão evitar complicações, e principalmente que as pessoas morram por essas doenças.”

* Nomes trocados a pedido das entrevistadas.

Fonte: UOL