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Taça Rio é do Vasco: boa conquista ou obrigação?

Não é muito complicado encontrar argumentos para desmerecer a conquista da Taça Rio pelo Vasco, depois da vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo.

Dirão que vencer o turno não tem a menor serventia para o campeonato, e é verdade.
Dirão que o Botafogo jogou com um time de reservas/juniores, o que também é verdade.
Dirão que o Vasco penou para vencer esse mistão alvinegro e que por pouco não precisou decidir a parada nas penalidades. Isso também é verdade.

Mas essas são apenas parte da verdade.

Vencer a Taça Rio também rendeu uma graninha para o clube.
Também deu mais moral para o time, que chegará à semifinal do Estadual contra o Flu com mais confiança.
Foi a primeira vitória do Vasco sobre um time da Série A esse ano, o que tira um peso das costas do elenco e do treinador.
Não apenas vencemos um clássico, vencemos um clássico com propriedade, jogando melhor durante boa parte do jogo, contra um adversário que, mesmo desfalcado, deu algum trabalho (e daria para qualquer outro dos grandes) porque queria e precisava mostrar serviço.
E, mais importante de tudo, o Vasco venceu mostrando que evoluiu. Ao longo da partida, vi vascaínos reclamando que o time não tem conjunto e depende de lampejos individuais. Esses, ignoram que a evidente melhora defensiva do time é uma prova que o coletivo está melhor e que se um ou outro jogador consegue se destacar ofensivamente, boa parte da responsabilidade disso vem da liberdade que o time oferece para esses jogadores.

É verdade que a vitória sobre o Botafogo e a conquista da Taça Rio não são uma garantia de que conquistaremos o tricampeonato nem mesmo de que não teremos problemas no Brasileiro. Mas se concentrar apenas nisso e ignorar que o time teve uma atuação segura e que isso é sim um bom motivo para comemorar é se apegar a uma implicância sem sentido diante do atual momento do time. O Vasco não fez mais que sua obrigação vencendo os reservas do Botafogo? Pode ser. Mas alguém teria motivos para elogiar o time se não tivesse cumprido seu papel?

Quem quiser se apegar às meias verdades e diminuir o feito do Vasco no Engenhão tem todo direito. E como é direito de qualquer um ver a conquista da Taça Rio como o primeiro capítulo de uma nova história para o Vasco nesse Estadual.

Martín Silva – garantiu a vitória com pelo menos duas grandes defesas quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Gilberto – tentou equilibrar as subidas ao apoio com a proteção à sua lateral e conseguiu, passando a ser mais presente no ataque após o time ficar em vantagem numérica. Fez alguns bons cruzamentos, mas precisa caprichar mais no fundamento.

Rafael Marques – em mais uma boa atuação, no confronto direto se saiu melhor em praticamente todos os lances.

Rodrigo – jogou com seriedade e se deu bem sobre os atacantes alvinegros. Dessa vez suas provocações acabaram dando resultado: arrumou uma discussão com o zagueiro Marcelo, que levou um amarelo na confusão, sendo expulso no segundo tempo.

Henrique – foi bem na defesa e discreto no ataque. Acabou sacado para a entrada do Wagner, que acertou alguns bons cruzamentos.

Jean – mais uma atuação em que mostrou empenho e firmeza na marcação. Precisa caprichar mais nos passes.

Douglas – com liberdade para jogar, conseguiu ajudar tanto na criação como no combate. Criou boas jogadas e marcou o primeiro gol do time.

Andrezinho – acrescentou muito pouco à criação do time. Deu lugar ao Guilherme Costa, que favorecido pelo maior espaço, conseguiu criar boas jogadas. Deu um ótimo passe para Manga Escobar no lance do segundo gol.

Nenê – não se omitiu no jogo e tentou levar o time ao ataque, mas foi pouco efetivo. Pra não dizer que nada fez, o escanteio que originou o primeiro gol foi cobrado pelo camisa 10.

Yago Pikachu – como todos, mostrou empenho. Mas esteve longe de ser o jogador perigoso de outras partidas. Manga Escobar entrou com o Vasco já com um a mais e deixou o time mais ofensivo, arriscando jogadas individuais pelo lado esquerdo. Deu de presente para o Fabuloso seu primeiro gol pelo Vasco.

Luis Fabiano – deu trabalho à zaga botafoguense e finalizou várias vezes, nenhuma com muito perigo. Teve o esforço recompensado dando números finais ao jogo marcando seu primeiro gol com a armadura cruzmaltina.

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